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Mercados caem com intervenção dos EUA no mercado de obrigações

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Mercados caem com intervenção dos EUA no mercado de obrigações

As principais bolsas europeias fecharam a semana de 17 de agosto a 21 de agosto, no vermelho, com exceção dos índices bolsistas do Reino Unido e de Portugal, uma tendência seguida também pelos principais índices norte-americanos, com exceção do Nasdaq.

Os mercados acabaram por não reagir bem à intervenção do governo norte-americano no mercado de obrigações, anunciada na quarta-feira 19 de agosto, enquanto que o ouro e a bitcoin seguiram em caminho contrário.

O Tesouro dos Estados Unidos, liderado por Scott Bessent, pretende no mínimo dobrar a compra de obrigações a partir de 9 de setembro e até 4 de novembro.

Entre as principais bolsas europeias o DAX (Alemanha) quebrou 1,3%, o CAC 40 (França) desceu 1,6%, e o FTSE 100 (Reino Unido) valorizou 0,6%.

O AEX (Países Baixos) quebrou 1,2%, o IBEX 35 (Espanha) desvalorizou 0,8%, o FTSE MIB (Itália) desceu 2%, e o PSI (Portugal) avançou 0,9%.

Nos índices dos Estados Unidos o S&P 500 caiu 1,4%, o Nasdaq valorizou 1%, e o Dow Jones quebrou 0,7%.

Obrigações em máximos levam a intervenção do Tesouro norte-americano A semana foi marcada pelo atingir de máximos, na segunda-feira, das obrigações de vários países.

“A yield [juro pago pelas obrigações] das obrigações norte-americanas a 30 anos avançou na segunda-feira, 17 de agosto, para 5,31%, o que representa um máximo de 2007 e um agravamento de 40 pontos base desde o início de junho.

A taxa das obrigações do Canadá com a mesma maturidade avançou para o nível mais elevado desde 2010 e no Japão estão a renovar máximos deste século.

A tendência é similar no mercado europeu, com a yield das obrigações francesas a 30 anos no nível mais elevado desde 2008, refletindo a ansiedade com as negociações para o orçamento e as eleições de 2027.

Na Alemanha as yields estão em máximos de 2011 e o país deve pagar a taxa mais elevada em 15 anos numa emissão de dívida sindicada que está no mercado”, assinalou a consultora BA&N na terça-feira, 18 de agosto.

Mas o anúncio na quarta-feira do Tesouro norte-americano, liderado por Scott Bessent, de aumento das compras de obrigações , nos prazos entre os 10 anos e os 30 anos, em pelo menos o dobro, trouxe alívio aos mercados.

“O limite máximo passou de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) por operação para pelo menos quatro mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros)”, anunciou.

A medida entra em vigor a 9 de setembro e “manter-se-á em vigor” durante o resto deste trimestre de refinanciamento (até 4 de novembro de 2026).

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