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Países do bloco euro estudam sucessores de Lagarde perante provável saída prematura

Jornal Económico ·
Países do bloco euro estudam sucessores de Lagarde perante provável saída prematura

O futuro de Christine Lagarde continua em aberto e a assumir destaque, dadas as notícias de que a presidente do Banco Central Europeu (BCE) estará prestes a abandonar a sua liderança, pelo que a autoridade monetária já começa a olhar para possíveis sucessores.

Dois ex-governadores nacionais da zona euro lideram a corrida ainda em aberto, enquanto o lugar de economista-chefe e um assento na direção executiva também deverão vagar em 2027.

As notícias quanto a uma provável saída da advogada francesa de 70 anos da liderança do BCE continuam a sair e o cenário parece cada vez mais provável.

Entre um regresso à vida política francesa ou à liderança do Fórum Económico Mundial, a próxima paragem de Lagarde ainda não é certa, mas o ‘Financial Times’ (FT) avança que os 28 Estados-membros já discutem o seu sucessor.

O jornal britânico coloca Pablo Hernández de Cos, antigo governador do Banco de Espanha, e Klaas Knot, também antigo líder do banco central neerlandês, como as duas figuras que lideram a corrida atualmente, embora haja outros nomes em cima da mesa.

Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, já terá expressado em privado interesse em ficar com o cargo, mas a sua nomeação implicaria que os dois principais cargos europeus seriam detidos por alemães, algo que não cairia bem no seio do bloco.

Por outro lado, Philip Lane, o atual economista-chefe do BCE, também completa o seu mandato de oito anos em 2027, deixando o segundo lugar mais importante da autoridade monetária em aberto.

Como tal, há a possibilidade de o novo presidente, que não seria alemão, ficar acompanhado por um economista-chefe daquela nacionalidade.

Neste cenário, Markus Brunnermeier, economista em Princeton, Monika Piazzesi, professora em Stanford, ou Tobias Adrian, antigo economista sénior do FMI, surgem como os candidatos mais fortes.

Não só os alemães estão atentos a este lugar.

Escreve o FT que Paris também quererá exercer a sua influência, com a vice-presidente do Banco de França, Agnès Bénassy-Quéré, ou o antigo economista-chefe da OCDE, Laurence Boone, como figuras fortes para o cargo que Philip Lane deverá deixar no próximo ano.

Ainda assim, dois cenários parecem improváveis: Berlim não deverá aceitar uma combinação de presidente espanhol e economista-chefe francês, enquanto Paris não se contentará com um presidente neerlandês e um ‘número dois’ alemão, expondo mais uma vez os blocos dentro do bloco europeu.

Recorde-se que Lagarde surgiu como uma candidata de última hora apresentada por Emmanuel Macron.

Na mesma linha, François Villeroy de Galhau, antigo governador francês, pode ser uma hipótese para o cargo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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