O novo desafio das empresas: atrair uma geração que já não mede o sucesso pela promoção
O mercado de trabalho português atravessa uma realidade aparentemente contraditória.
Em julho, segundo dados do INE, a taxa de desemprego fixou-se nos 5,7%, enquanto que entre os jovens atingiu os 20,1%.
Ao mesmo tempo, as empresas continuam a enfrentar dificuldades em encontrar profissionais com as competências de que necessitam.
Esta diferença revela que o desafio do mercado de trabalho não pode ser analisado apenas pela quantidade de pessoas disponíveis.
É também necessário compreender como as novas gerações entram no mercado, o que procuram e o que as leva a permanecer numa organização.
O talento jovem não perdeu a ambição.
Mudou a ideia de sucesso.
Os dados do “ Gen Z and Millennial Survey 2026″ , da Deloitte, ajudam a perceber esta mudança.
Em Portugal, 63% da Geração Z e 61% dos Millennials afirmam ter interesse em assumir posições de liderança ao longo da carreira.
No entanto, apenas 6% e 4%, respetivamente, colocam a liderança como principal objetivo profissional.
Não estamos perante uma geração menos ambiciosa.
Estamos perante profissionais que já não associam necessariamente crescimento profissional a progressão hierárquica.
A maioria prefere uma evolução estável e sustentada: 55% da Geração Z e 52% dos Millennials portugueses valorizam este tipo de progressão, enquanto apenas 16% e 18% privilegiam um crescimento rápido em posição ou salário.
Para as empresas, esta mudança tem consequências.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.