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Economia

O escudo não se decreta

Jornal Económico ·
O escudo não se decreta

“Nas duas crónicas anteriores tratei de a quem os dados obedecem e de como fazê-los chegar.

Ambas supõem uma base de pé: as máquinas que os guardam e as mentes que os lêem.

É essa base que hoje está debaixo de ataque, e em duas frentes.” Há um pressuposto calado nas duas crónicas anteriores desta série.

Para saber a quem os dados obedecem, e para os fazer chegar debaixo de fogo, é preciso primeiro que a base se aguente.

E essa base tem duas faces: as máquinas que guardam e movem os dados, e a confiança que os torna úteis a quem os lê.

As duas estão sob ataque, todos os dias, e contra nenhuma um regulamento é escudo.

Um escudo não se decreta.

Constrói-se.

A primeira frente é a das máquinas, e já não é hipótese.

Em Julho de 2026, as organizações portuguesas enfrentaram em média 2.390 ciberataques por semana, acima da média europeia e da mundial.

Um hospital parado por resgate, como aconteceu ao Garcia de Orta em 2022, são cirurgias adiadas e doentes em risco, não um incómodo informático.

A inteligência artificial pode baixar o preço do ataque, escrever o engodo, gerar código malicioso, automatizar a campanha, e, ao mesmo tempo, servir a defesa.

Está dos dois lados da barricada.

E há dias deu-se o salto que muda a natureza da ameaça.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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