segunda-feira, 19 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› Aviso de manifestação pela habitação no Porto prolongado até ao final do ano› Líder de seita da Coreia do Sul condenado a 33 anos de prisão por abusos sexuais› Debate entre Lula e Bolsonaro marcado pelo confronto direto entre políticos› Produção industrial chinesa cresce 5,5% em setembro› Preços das casas novas na China caem pelo 40.º mês consecutivo em setembro› Greve pode afetar escolas hoje: E se precisar de faltar ao trabalho?› Confrontos marcam protestos no Chile no sétimo aniversário da revolta social de 2019› Crescimento da economia da China acelera para 4,5% no terceiro trimestre› Faro e Beja sob aviso amarelo devido à previsão de trovoada› Timor-Leste acolhe 19.ª reunião dos Ministros da Justiça da CPLP› Aviso de manifestação pela habitação no Porto prolongado até ao final do ano› Líder de seita da Coreia do Sul condenado a 33 anos de prisão por abusos sexuais› Debate entre Lula e Bolsonaro marcado pelo confronto direto entre políticos› Produção industrial chinesa cresce 5,5% em setembro› Preços das casas novas na China caem pelo 40.º mês consecutivo em setembro› Greve pode afetar escolas hoje: E se precisar de faltar ao trabalho?› Confrontos marcam protestos no Chile no sétimo aniversário da revolta social de 2019› Crescimento da economia da China acelera para 4,5% no terceiro trimestre› Faro e Beja sob aviso amarelo devido à previsão de trovoada› Timor-Leste acolhe 19.ª reunião dos Ministros da Justiça da CPLP
Últimas

Trump é "único Presidente a colocar no poder uma comunista"

Observador ·
Trump é "único Presidente a colocar no poder uma comunista"

O que aconteceu após o dia 3 de janeiro foi “muito estranho” para Javier Corrales. O professor de Ciência Política na Universidade de Amherst e especialista em política latino-americana e venezuelana considera que a solução encontrada pelos Estados Unidos da América (EUA) após a captura do antigo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, continua a motivar várias questões. A Casa Branca optou por manter no poder rostos do chavismo, claramente de esquerda, e deixou a principal opositora, María Corina Machado, de fora da participação política no país.

Em entrevista ao Observador, o porto-riquenho e filho de dissidentes cubanos Javier Corrales comenta o atual processo de democratização em curso, em que estão a participar desde 1 de agosto membros da Assembleia Nacional de 2015 e líderes do atual regime. O especialista doutorado em Harvard, que escreveu em 2023 o livro Autocracy Rising: how Venezuela Transitioned to Authoritarianism (sem edição em português), tem poucas dúvidas de que seja uma estratégia norte-americana para manter tudo praticamente na mesma: “O que os Estados Unidos estão a fazer é colocar intencionalmente dois atores muito fracos a negociar uma transição muito vaga para a democracia”.

A transição democrática, aliás, nem sequer é do “interesse” de muitos dirigentes norte-americanos. Ainda assim, o professor universitário faz uma exceção: considera que Marco Rubio não gosta da liderança chavista e que se fosse o secretário de Estado a mandar tê-la-ia descartado “desde o início”. “Eu não acho que Marco Rubio quisesse fazer um acordo com Delcy Rodríguez. Acho que ele teria preferido livrar-se deles logo ao início”, diz. No entanto, para Donald Trump e outros rostos da presidência, a solução atual continua a servir os propósitos: lucrar com o petróleo venezuelano .

O professor universitário acredita que, por causa do apoio norte-americano, o “chavismo nunca esteve tão vivo” como está agora. Delcy Rodríguez conseguiu manter ao seu lado alguns rostos do antigo regime, mas continua a ser uma “madurista”. No regime venezuelano, a “liderança de topo sabia que, se não tivesse havido este acordo entre os Estados Unidos e Delcy Rodríguez, teriam sido depostos e enviados para a prisão. Eles veem-na como alguém que os salvou”.

Já sobre a exclusão de María Corina Machado, Javier Corrales insiste que é “muito estranho”, mas aponta que terá sido causada por um acordo entre a administração Trump e Delcy Rodríguez, que teme a “popularidade” da opositora. Para o especialista, a mulher que venceu o Prémio Nobel da Paz continua “um pouco iludida” e deveria estar mais agradecida ao antigo Presidente norte-americano, Joe Biden — e não tanto a Donald Trump.

A Venezuela, desde 3 de janeiro, tem um novo regime. Recentemente, a 1 de agosto, começou um processo de democratização liderado pela médica Dinorah Figuera, juntamente com rostos do chavismo. O que pensa deste processo? O que pode alcançar para a Venezuela? Em muitos aspetos, o problema é saber por que razão é que isto está a ir tão devagar. A 3 de janeiro, o que os Estados Unidos fizeram foi, de muitas formas, relativamente banal, mas também muito estranho.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›