Mota-Engil autonomiza negócio da mineração após admitir entrada de novos investidores
A Mota-Engil acaba de constituir uma nova sociedade, a Mota-Engil Mining Services, autonomizando desta forma o negócio da prestação de serviços de mineração. A notícia é avançada esta segunda-feira pelo Jornal de Negócios, indicando que para esta nova empresa irão passar os 11 contratos que o grupo tem atualmente nesta área, a maioria dos quais em África, mas também na Arménia.
Atualmente, cada contrato de mineração da Mota-Engil está numa empresa própria, e várias dessas empresas estavam sob a chancela da Mota-Engil África. Com a constituição da Mota-Engil Mining Services, o grupo separa esta atividade das outras áreas de referência, engenharia e construção, sendo público que a empresa está também a dar passos no sentido de passar a explorar minas próprias , nos Camarões e no Malawi.
Na base do lançamento desta nova empresa pode estar ainda a possibilidade de vir a abrir o capital desta área de negócio a outros investidores. Essa mesma hipótese foi avançada em março pelo administrador executivo Manuel Mota, por ocasião do Capital Markets Day , ao afirmar: “Abrir capital é uma possibilidade. É uma coisa que estamos a considerar. Tivemos aproximações nesse sentido.” Manuel Mota é, precisamente, o presidente desta nova entidade.
No ano passado, a mineração gerou receitas de 732 milhões de euros para a Mota-Engil e um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 216 milhões. A empresa antecipa também uma “maior rentabilidade” da mineração “nos próximos anos”.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.