O que Ursula quer para o futuro da UE
Ursula von der Leyen fez esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o discurso anual sobre o Estado da União, conhecido pela sigla SOTEU.
A presidente da Comissão Europeia apresentou uma Europa que pretende reforçar a sua capacidade de decisão num contexto internacional mais instável, colocando no mesmo plano a competitividade económica, a segurança e a redução das dependências estratégicas.
Segundo a Comissão Europeia, a actual legislatura já deu origem a mais de 400 iniciativas enquadradas nas sete prioridades definidas por von der Leyen.
Quase metade está relacionada com prosperidade e competitividade, cerca de uma em cada sete com defesa e segurança e uma em cada dez com justiça social, de acordo com uma análise do Serviço de Estudos do Parlamento Europeu.
A mensagem desta quarta-feira foi, por isso, menos a apresentação de uma nova agenda e mais a definição das próximas etapas de uma estratégia que pretende tornar a economia europeia mais competitiva e, simultaneamente, menos vulnerável a choques externos.
No segundo discurso sobre o Estado da União do atual mandato, Ursula von der Leyen colocou a independência europeia no centro da estratégia, com medidas para a indústria, energia, defesa, comércio, inteligência artificial, habitação e proteção das crianças no mundo digital.
A Associated Press identifica precisamente estes como alguns dos principais temas do discurso, que decorreu perante o Parlamento Europeu e contou com a presença do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney.
A prioridade económica é clara: Bruxelas quer produzir mais dentro da União, reduzir dependências estratégicas e tornar o mercado europeu mais atrativo para o investimento.
A Comissão Europeia apresenta a competitividade, a redução das dependências, o reforço da defesa, o apoio à Ucrânia e a diversificação das parcerias internacionais como eixos centrais da estratégia europeia.
Energia passa a ser uma questão industrial A estratégia dá continuidade ao Pacto da Indústria Limpa, lançado em 2025 para responder simultaneamente aos elevados custos da energia e à concorrência internacional.
Segundo a Comissão Europeia, o programa deverá mobilizar mais de 100 mil milhões de euros para apoiar o fabrico de tecnologias limpas na UE e criar 500 mil empregos.
Entre as medidas estão o reforço da produção industrial limpa, o acesso a matérias-primas críticas, a redução da dependência de fornecedores externos e a criação de condições mais favoráveis para o investimento europeu.
A presidente da Comissão apontou para a necessidade de multiplicar por seis a capacidade de produção de energia renovável e duplicar o peso da eletricidade no consumo energético até 2040.
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