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Mais de 26 mil doentes críticos não tiveram socorro adequado em 2025. "Temos de fazer um ajuste muito rápido", diz presidente do INEM

Diário de Notícias ·
Mais de 26 mil doentes críticos não tiveram socorro adequado em 2025. "Temos de fazer um ajuste muito rápido", diz presidente do INEM

"Esta era a realidade que nós encontrámos" e que se pretende mudar, afirmou o presidente do INEM, sobre o relatório de atividade da emergência médica que revela que mais de 26 mil doentes críticos não tiveram o socorro adequado em 2025.

Em entrevista à RTP, esta quinta-feira (20 de agosto), Luís Mendes Cabral garantiu que "é esta é a realidade que queremos alterar".

"Foram indicados caminhos para corrigir essas discrepâncias e estamos a implementar essas medidas", disse, adiantando que serão feitas alterações até ao final do ano para melhorar a gestão do instituto.

"Tivemos alguns anos de estagnação em que não houve qualquer investimento nesta área.

O país está a mudar, quer do ponto de vista demográfico, quer em número de população quer também na quantidade de idosos que temos, e precisamos de nos ir adaptando constantemente.

Isso não foi feito e agora temos de fazê-lo muito rapidamente", considerou o presidente do INEM.

Garantiu que “há alterações que têm de ser introduzidas e que serão introduzidas até ao final deste ano”, dando como exemplo a importância de dotar os meios de socorro de meios de diagnóstico, com vista a melhorar a assistência ao doente.

" Muitas destas ocorrências para as quais não há resposta é porque apenas os nossos meios diferenciados e os nossos meios do INEM é que têm capacidade de fazer um eletrocardiograma numa situação de dor torácica, é que têm a capacidade de, por exemplo, numa hipoglicemia administrar o medicamento que vai reverter essa situação e salvar a pessoa", detalhou.

Um cenário que quer ver alterado.

" Temos de ser capazes de dar a todos os meios que dão assistência pré-hospitalar essa capacidade para sermos mais eficazes e não estarmos pendurados numa tipologia de resposta", defendeu.

"Aquilo que, infelizmente, temos de fazer é um ajuste muito rápido e não um ajuste progressivo como devia ter sido feito ao longo dos últimos anos", considerou na entrevista à estação pública.

Aquisição de 1 400 monitores para entregar a todas as ambulâncias de modo a terem a capacidade de efetuar eletrocardiogramas Questionado sobre quando é que o ajuste rápido estará concluído, o responsável pelo INEM deu como exemplo a capacidade de efetuar eletrocardiogramas pelos meios de suporte básico de vida para anunciar: "Vamos fazer uma aquisição de 1400 monitores para entregar a todas as ambulâncias".

" Todos os meios do país terão essa capacidade [efetuar eletrocardiogramas], com a transmissão de informação em tempo real para os nossos centros de orientação de doentes urgentes, onde veremos esses eletrocardiogramas e podemos decidir em conformidade" , explicou.

Assim, “na maior parte das situações", não será preciso enviar uma equipa diferenciada e o doente segue na viatura até ao hospital, acrescentou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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