domingo, 20 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

Estudo revela nova bactéria associada ao “mal do olho” em bovinos

Poder360 ·

Um estudo liderado por pesquisadores da Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora e o Instituto Biológico de São Paulo resultou na descoberta e descrição de uma nova espécie de bactéria, batizada de Moraxella tarda sp . nov.

O microrganismo foi isolado a partir da mucosa nasal de bovinos da raça Hereford que apresentavam sinais clínicos iniciais de CIB (Ceratoconjuntivite Infecciosa Bovina), enfermidade popularmente conhecida como cerato, “mal do olho” ou pinkeye .

A validação da nova espécie seguiu parâmetros taxonômicos internacionais e exigiu o depósito de isolados representativos em coleções microbiológicas de referência no exterior para a confirmação de espécie inédita.

Leia aqui a publicação sobre a descoberta.

O trabalho de identificação teve início a partir de coletas de campo realizadas na Embrapa Pecuária Sul (Rio Grande do Sul).

Em seguida, as análises bioquímicas, fisiológicas e genômicas foram aprofundadas nos laboratórios das unidades Embrapa Gado de Leite (Minas Gerais) e Embrapa Gado de Corte (Mato Grosso do Sul).

O trabalho integrado permitiu detalhar não só a estrutura genética do patógeno, mas também identificar suas diferenças em relação a espécies já bem documentadas na medicina veterinária, como a Moraxella bovis e a Moraxella bovoculi .

Amostras do microrganismo foram depositadas nas coleções internacionais BCCM/LMG Bacteria Collection (Bélgica) e Culture Collection of Porto (Portugal) e no Instituto Adolfo Lutz , em São Paulo.

“ Essa conquista reflete uma jornada que começou em 2018 com as coletas em campo.

O depósito nessas coleções valida definitivamente a Moraxella tarda no catálogo global de microrganismos.

Isso só foi possível graças à cooperação entre as equipes e instituições, que uniram competências para entregar inovação científica ao seto r”, afirmou a pesquisadora Marta Martins , autora correspondente da publicação.

Na prática, a caracterização da Moraxella tarda levanta novas hipóteses sobre o papel do gênero Moraxella na ceratoconjuntivite e abre espaço para investigar se a presença dessa espécie estaria relacionada às variações de eficácia observadas em algumas estratégias de controle no campo.

“ As vacinas são feitas a partir dos agentes conhecidos.

Se existe um agente desconhecido e não incluído na vacina, o imunizante não protege contra aquele agente, e os animais adoecem, mesmo vacinados.

Ler a notícia completa no Poder360 ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

Mais de Poder360

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›