Telegram mantém 2 mil endereços de grupos denunciados ativos, diz SaferNet
A SaferNet protocolou contra o Telegram uma representação na ANPD a partir de um estudo elaborado pela ONG sobre 14.969 endereços únicos no aplicativo de mensageria denunciados ao Canal de Denúncias entre 2017 e 2026.
Do total, 1.958 seguem ativos e públicos no app, sendo 1.093 deles com indícios de incitação à automutilação e suicídio.
Este é o terceiro levantamento da série iniciada em outubro de 2024, quando a SaferNet revelou que mais de 1,25 milhão de usuários do Telegram participavam de grupos que comercializavam imagens de abuso sexual infantil.
Em fevereiro de 2025, uma nova análise apontou o agravamento de todos os indicadores.
Somados os dois semestres de 2024, foram identificados 2,65 milhões de usuários em grupos e canais que compartilhavam esse tipo de conteúdo.
O estudo, feito a partir de consultas às APIs do próprio Telegram, apontam ainda que 1.958 endereços (13,1%) continuavam ativos e públicos nas datas da verificação, conduzidas neste mês – entre eles 435 convites para grupos privados ainda válidos.
Desse montante, 1.093 endereços ativos apresentam indícios de material de violência sexual contra criança ou adolescente no título e/ou no texto da denúncia, sendo: 518 perfis de usuários e robôs, 256 convites ativos, 192 canais e 127 grupos.
A pesquisa da SaferNeta também apontou 22 links potencialmente associados a grupos e canais de automutilação e incitação ao suicídio Segundo a ONG, houve crescimento no número de denúncias a partir de 2022 e pico histórico de denúncias em julho de 2026.
SaferNet denuncia Discord Vale lembrar que a SaferNet encaminhou nesta semana às autoridades brasileiras responsáveis pelas investigações em curso sobre o Discord uma documentação técnica produzida pela própria instituição sobre a atuação de redes criminosas na plataforma.
O material foi construído a partir de datasets e análises técnicas a partir do monitoramento de comunidades no Discord e reúne registros e evidências bases de dados e análises técnicas.
O material identificou comunidades utilizadas para o aliciamento de crianças e adolescentes, a disseminação de imagens de abuso e exploração sexual infantil e o incentivo à automutilação e ao suicídio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.