Zuckerberg promete superinteligência enquanto duas crises atingem Meta
Na última segunda-feira, Mark Zuckerberg publicou um manifesto de cerca de 6.500 palavras sobre a sua visão de futuro para uma nova fase da Inteligência Artificial. Em "The Future Is For Everyone" ("O futuro é para todos"), ele defende agentes pessoais superinteligentes trabalhando 24 horas por dia para bilhões de pessoas.
Na sua promessa de acesso, liberdade e futuro chegam quando autoridades examinam acusações de explorar saúde mental de crianças, ser viciante, copiar obras sem autorização e controlar dados para remunerar autores.
O agente conheceria objetivos, interesses e contexto de cada pessoa. Ajudaria em carreira, finanças, saúde, relacionamentos, casa e hobbies e seguiria o usuário entre aparelhos, inclusive os óculos da Meta.
Zuckerberg promete privacidade e segurança capazes de manter informações inacessíveis até para a companhia ou outro prestador. A utilidade dependeria do volume de dados pessoais cruzados.
Mais amplo que um ChatGPT pessoal, o agente permitiria a indivíduos e pequenas equipes fazer trabalhos hoje dependentes de empresas maiores. Zuckerberg prevê mais companhias com menos funcionários, sem redução necessária do emprego total. A IA ajudaria a criar e gerir negócios, além de elevar a produtividade, mas dependeria de computação em grande escala.
Em Oakland, Califórnia, a seleção do júri começa nesta quarta-feira (12). O processo reúne alegações de 29 estados de violação da lei federal de proteção de dados de crianças. Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey acusam Facebook e Instagram de viciar menores e enganar o público sobre sua segurança.
Os quatro estados estimam penalidades de até US$ 1,4 trilhão, quase o valor de mercado da Meta. A empresa chamou o cálculo de disparatado e sem base factual ou legal. Disse ainda que a sanção não teria paralelo na defesa do consumidor.
Dia 10, o Tribunal de Apelações do 9º Circuito liberou mais de 3.000 ações contra Meta, Google, TikTok e Snap por supostos danos do desenho viciante. Considerou prematuro o recurso baseado na Seção 230, que protege empresas da responsabilidade por conteúdo de terceiros. A Meta tampouco conseguiu adiá-lo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.