Soberania digital: sonhos que poderemos viver
Os executivos que comandam as big techs já desenharam seus mundos ideais.
Neles, modelos de inteligência artificial cuidam de todo o trabalho, os seres humanos dedicam-se a atividades criativas e uma renda universal paga com os lucros dessas mesmas empresas sustenta a vida.
Há quem anuncie até o fim do dinheiro.
É uma visão de economia digital com sede, proprietários e jurisdição bem definidos, todos concentrados ao norte de nosso país.
É um projeto que vende utopias irrealizáveis à custa de sonhos plantados no sul, onde as plataformas hegemônicas vão buscar a energia, os recursos naturais, os dados e os consumidores para sustentar sua agenda.
Conheça o JOTA PRO Tecnologia, solução corporativa que acompanha todas as movimentações regulatórias e legislativas que impactam o setor O Brasil precisa de seu próprio sonho em bits e bytes, a serviço de seu povo.
Soberania digital é o nome desse projeto.
Isso envolve construir capacidades tecnológicas próprias, regular serviços e mercados digitais, desenvolver infraestruturas digitais orientadas ao interesse coletivo e incentivar a transformação digital responsável da economia, agregar valor aos minerais críticos produzidos no país e articular essas iniciativas à transição energética ecologicamente sustentável.
Temas tão transversais pedem um sistema nacional de soberania digital, com um ministério dedicado, dotado de coordenação política, capacidades administrativas e financiamento próprio.
Em junho, propusemos os contornos desse arranjo em um artigo inicial.
Agora, diante das prioridades anunciadas para o novo mandato, é o momento de discutir como torná-la operacional.
No primeiro pronunciamento após a vitória maiúscula, no domingo, o presidente Lula pôs o digital entre as prioridades do novo mandato.
Disse que a eleição exigiu vencer uma intromissão externa feita por meio de plataformas digitais, que terão de ser reguladas.
Cobrou o estabelecimento de imposto que incida sobre as empresas que faturam bilhões no país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.