Novo ciclo imobiliário do Rio tem 25 mil lançamentos de imóveis em 12 meses
O mercado imobiliário do Rio está aquecido.
Alterações nas regras de construção, com o novo Plano Diretor da cidade, de 2024, facilitaram projetos residenciais na Zona Norte, no Centro e na Região Portuária, com foco no programa Minha Casa, Minha Vida.
De outro lado, o turismo aumenta o apetite por projetos de hotelaria e por empreendimentos desenhados para o aluguel por temporada, também facilitados pelo novo Plano Diretor.
Leia também: Metro quadrado dos imóveis novos no Rio dispara quase 70% em um ano; por quê? Em 2024, o número de unidades lançadas disparou 42%, para 21,2 mil, segundo a consultoria Brain Inteligência Estratégica.
Ano passado, houve redução de 8% nas unidades lançadas, mas os lançamentos somaram R$ 16,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV, um indicador de mercado), salto de 28%.
Lançamentos O ano começou com 6.600 unidades lançadas, e, no acumulado em 12 meses até junho, foram 25 mil, segundo Leonardo Mesquita, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ), o que aponta para crescimento este ano.
Apesar dos juros altos, que deveriam esfriar a demanda ao encarecer os imóveis nas compras a prazo, a procura “é resistente, e vai bem mesmo em um momento complexo”, diz Mesquita.
Segundo Guilherme Mororó, diretor Comercial e de Marketing da construtora e incorporadora CTV, que foca no Minha Casa, Minha Vida e no médio padrão, “com eventual melhora do cenário de juros, o mercado terá ainda mais espaço para crescer”.
Segundo Thiago Lima, sócio da JGP Real Estate, braço imobiliário da gestora, o aquecimento é “seletivo”, mas “o Rio entrou em novo ciclo de lançamentos, impulsionado por mudanças urbanísticas, escassez de terrenos, demanda por locação, turismo e novos programas habitacionais”.
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Levantamento da Firjan mostra as áreas com maior potencial de expansão, consideradas fronteiras de desenvolvimento Demanda Parte da demanda tem a ver com o Minha Casa, Minha Vida, cujos juros subsidiados ficam protegidos da alta das taxas de mercado.
Mas a mudança no Plano Diretor, incentivos no Porto Maravilha, e o programa Reviver Centro, que favorece a reocupação de edifícios na região, dão um impulso adicional, diz Mesquita.
O presidente da Ademi-RJ é presidente da Cury, incorporadora e construtora focada no Minha Casa, Minha Vida, que lançou oito empreendimentos no Rio este ano, num total de 5,4 mil unidades, em bairros como Centro, Ramos, São Cristóvão e Piedade.
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