Faria Lima: pretos são 2% em empresas listadas na Bolsa de Valores
A Faria Lima convive em 2026 com um contraste racial exposto pelos dados das empresas negociadas na Bolsa: apenas 2% das 290 companhias listadas na B3 analisadas têm ao menos uma pessoa preta na diretoria estatutária .
O percentual é exatamente o mesmo registrado em 2023, primeiro ano em que informações estruturadas de raça passaram a aparecer nos formulários usados no levantamento.
Os dados fazem parte da edição 2026 do estudo Lideranças Plurais , realizado pela B3 em parceria com o Instituto Locomotiva e divulgado nesta quarta-feira (12).
O número ganha peso porque aparece justamente quando 83% das empresas analisadas já são classificadas como aderentes ao critério amplo de diversidade do Anexo ASG .
Esse indicador, porém, não significa que 83% tenham diversidade racial: basta a presença de ao menos uma mulher ou de um integrante de algum grupo sub-representado no conselho de administração ou na diretoria estatutária.
Há ainda uma diferença importante de conceito.
No glossário adotado pela própria B3, pessoas negras são o conjunto formado por pretos e pardos .
Portanto, o índice de 2% destacado pelo levantamento se refere especificamente a pessoas pretas, e não ao conjunto da população negra.
Pretos seguem em 2% das diretorias da Bolsa três anos depois A fotografia de 2026 revela que o avanço racial foi bastante desigual.
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