Renda fixa: quanto R$ 100 mil deixaram de render desde o início do ciclo de corte de juros?
Desde janeiro, a taxa Selic já caiu 1,25 ponto percentual, diminuindo o retorno com a renda fixa pós-fixada mais conservadora, como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic
Quem tinha R$ 100 mil aplicados em títulos de renda fixa como Tesouro Selic , CDBs , LCIs e LCAs quando os juros estavam em 15% ao ano recebia um rendimento diferente do que recebe hoje.
Não porque o investimento mudou, mas porque os juros da economia mudaram.
Desde janeiro, o Banco Central já reduziu a taxa Selic — que é o juro básico da economia e serve de referência para a renda fixa — em 1,25 ponto percentual.
Os 15% ao ano ficaram para trás e chegaram a 13,75% nesta quarta-feira (16) , quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez o corte mais recente .
O efeito aparece principalmente nos investimentos pós-fixados , que rendem conforme a taxa básica. A queda dos juros para esses papéis significa rendimentos menores mês após mês.
Na prática, quando o Banco Central corta os juros, indiretamente também corta o rendimento diário desses títulos. O dinheiro continua rendendo, mas em um ritmo menor. E o efeito é instantâneo, sem que o investidor precise comprar um título novo para sentir a mudança.
É diferente do que acontece com títulos prefixados ou atrelados à inflação . Nesses casos, a taxa contratada na compra é preservada até o vencimento, independentemente do valor da Selic.
Segundo simulações feitas pelo Seu Dinheiro , a diferença de retorno para uma aplicação de R$ 100 mil em renda fixa conservadora é de quase R$ 2.500, comparando-se a época em que a Selic estava em 15% com agora, a 13,75% ( veja detalhes mais adiante nesta matéria ).
Quem comprou um papel pagando uma remuneração fixa de 15% ao ano ou uma taxa como IPCA + 8% ao ano, por exemplo, continua recebendo esse retorno mesmo que os juros mudem.
Nos dois casos, a mudança no rendimento acontece no dia seguinte à determinação da nova taxa de juros. Pode parecer uma mudança pequena à primeira vista. Afinal, estamos falando de pouco mais de um décimo de ponto percentual por mês.
Mas, com o acumulado dos meses, essa redução faz diferença no bolso — ainda mais quando se considera a cobrança de imposto de renda dos títulos de renda fixa tributáveis, como o Tesouro Selic e os CDBs.
Considerando as taxas Selic de 15% e 13,75% ao ano e um CDI um pouco inferior, de 14,90% e 13,65%, respectivamente (como costuma acontecer), as rentabilidades mensais líquidas das principais aplicações financeiras conservadoras ficam assim:
Mas o que essa sopa de números significa em dinheiro, você deve estar se perguntando.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.