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VÍDEO: objeto em chamas cruza céu de cidade do AM; especialista aponta lixo espacial

G1 Amazonas ·
VÍDEO: objeto em chamas cruza céu de cidade do AM; especialista aponta lixo espacial

Objeto em chamas cruza céu de cidade do AM; especialista aponta lixo espacial Um objeto luminoso que cruzou o céu de Maués, no interior do Amazonas, na terça-feira (27), chamou a atenção de moradores e frequentadores da Praia da Ponta da Maresia.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram o objeto em chamas, deixando um rastro brilhante até desaparecer no horizonte.

O rastro de luz também foi observado no bairro Ramalho Júnior, em Maués, na direção sudoeste. (veja vídeos acima).

Segundo o pós-doutor em Astrofísica Nélio Sasaki, do Centro de Astronomia da Universidade do Estado do Amazonas (NEPA/UEA-Parintins), as características observadas no vídeo indicam uma possível reentrada de lixo espacial na atmosfera terrestre. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "O primeiro ponto é que, normalmente, quando você tem o que o pessoal costuma chamar no senso comum de 'estrela cadente', que, na verdade, o termo técnico seria bólido, a velocidade de entrada é maior.

Este aí não.

A velocidade dele é bem lenta", explicou o astrofísico.

Sasaki afirmou que a velocidade aparente do objeto não corresponde ao comportamento esperado de um meteoroide entrando na atmosfera e se fragmentando.

"Com essa velocidade, não é um meteorito que está sendo fragmentado pela ação da atmosfera terrestre.

Isso aí está com cara de ser um lixo espacial.

Inclusive, já foi avisado nas mídias que alguns pedaços de telescópio antigo e satélites iriam cair esta semana na Terra.

Se fosse um meteorito passando e sendo esmagado pela atmosfera, ele passaria muito mais rápido e a cauda ficaria bem mais visível", destacou.

Especialista descarta risco para moradores O professor também afirmou que a reentrada de objetos espaciais na atmosfera é relativamente frequente e que a maioria dos fragmentos não chega ao solo, pois se desintegra durante a passagem pela atmosfera ou cai em áreas aquáticas.

Segundo Sasaki, impactos em terra podem deixar crateras, mas não há indicação de que isso tenha ocorrido no caso registrado em Maués.

Lixo espacial é consequência da atividade humana Sasaki relacionou o fenômeno ao aumento do número de satélites e outros equipamentos lançados ao espaço.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.

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