Negociações de ações de bancos disparam até 8 vezes após primeiro turno; entenda o movimento
As ações dos grandes bancos brasileiros e da B3, a controladora da bolsa brasileira, registraram uma explosão na quantidade negócios realizados desde segunda-feira (5), primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais, quando o Ibovespa chegou a inéditos 209 mil pontos.
Em alguns casos, a quantidade de transações chegou a ser quase oito vezes superior à média das semanas anteriores.
E, mesmo depois da euforia inicial, a movimentação continua muito acima do habitual.
Segundo dados do Valor Data, no pregão da segunda-feira, as ações do BTG Pactual (BPAC11) registraram 236 mil negócios na segunda-feira, 7,6 vezes a média diária de 31 mil, observada em setembro.
Com Banco do Brasil (BBAS3), foram 280,2 mil transações, 7,3 vezes a média de 38,2 mil, do mesmo período.
O movimento também foi expressivo no Bradesco (BBDC4), com 170,9 mil negócios, no Itaú (ITUB4), com 172 mil, e na própria B3 (B3SA3), com 223,8 mil.
Os números representam cerca de cinco vezes as médias anteriores.
A movimentação acompanhou uma mudança nas expectativas dos investidores para o cenário econômico brasileiro, após o resultado do primeiro turno das eleições.
Na segunda-feira, investidores estrangeiros trouxeram R$ 10 bilhões para a bolsa brasileira, na maior entrada diária de recursos externos da série histórica iniciada em 2012.
Alexandre Pletes, chefe de renda variável da Faz Capital, associa a intensidade das negociações à entrada de capital estrangeiro e à queda dos juros futuros.
Segundo ele, os bancos estão entre as empresas que podem se beneficiar desse cenário, tanto pela perspectiva de expansão das carteiras de crédito quanto pela melhora das condições de pagamento dos devedores.
Além disso, os grandes bancos estão entre as ações de maior peso e liquidez da bolsa brasileira, o que os coloca entre os destinos naturais de investidores que precisam movimentar grandes quantias.
A movimentação também ajuda a explicar o interesse por BTG e B3, empresas cujos negócios estão diretamente ligados à atividade do mercado financeiro.
Uma perspectiva de juros menores tende a estimular a procura por investimentos além da renda fixa, favorecendo operações no mercado de capitais.
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