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Por que as ações da Natura sobem mesmo com queda na receita?

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Por que as ações da Natura sobem mesmo com queda na receita?

Natura: companhia reportou queda de 14,8% na receita do Brasil (Natura/Divulgação)

Um dia após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, as ações da Natura (NATU3) lideram as altas do Ibovespa nesta terça-feira, 11. Por volta das 16h, os papéis da companhia subiam quase 3%, uma das únicas quatro altas do dia, enquanto o principal índice acionário da B3 recuava 2,59%. O que parece agradar o mercado, no entanto, não são os resultados em si , mas sim a previsibilidade que a própria companhia havia reportado anteriormente em sua prévia operacional, além do impulso da região Hispânica.

No relatório “Não é bonito, mas já era esperado”, o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) relata que parte dos números vieram acima da expectativa do banco e do próprio mercado, o que colabora para o tom positivo dos papéiS.

A receita no Brasil apresentou queda de 14,8% na comparação anual , 2% abaixo da estimativa do BTG.

“O indicador foi afetado por um cenário macroeconômico desafiador, indisponibilidade de produtos (em decorrência de uma integração de sistemas) e um descasamento tributário temporário (2 pontos percentuais do crescimento da receita)”, diz.

Por outro lado, a companhia apresentou uma recuperação melhor que a esperada na unidade Hispana, com crescimento da receita de 0,7% na comparação anual (5,6% acima da estimativa) , ou 7% em termos ajustados pelo câmbio, após quatro trimestres de forte contração da receita, levando a melhorias sequenciais da margem.

O Itaú BBA concorda. De acordo com o banco, o grande destaque foram os mercados hispânicos. Para ele, entre os principais pontos positivos está a maior rentabilidade na América Latina Hispânica, particularmente no México, amplamente sustentada por uma forte queda nas despesas gerais e administrativas (G&A), de 15% na comparação anual. “Isso parece ser estrutural”, aponta no relatório “Brasil pior, Hispano melhor”.

No consolidado, a receita totalizou R$ 5,2 bilhões (-10% na comparação anual; em linha com o BTG), enquanto o Ebitda contábil atingiu R$ 620 milhões (2% acima da estimativa do banco; -6% na comparação anual), resultando em uma margem de 12% (estável na comparação trimestral; +40 pontos-base na comparação anual; em linha com a projeção do BTG).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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