Casas Bahia consegue proteção temporária contra credores na Justiça
A Justiça de São Paulo concedeu nesta quarta-feira (19) proteção contra credores para a Casas Bahia, que tenta renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O pedido de recuperação judicial da varejista, protocolado no domingo, ainda não foi aceito, mas a Justiça garantiu a proteção temporária para evitar um “colapso” da empresa em meio a reflexos da crise “no mercado de crédito e na cadeia de fornecedores”.
Na decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, determinou que os mais de 28 mil credores da Casas Bahia não poderão declarar vencimento antecipado de contratos baseando-se apenas no pedido de recuperação judicial da varejista.
Além disso, fornecedores também deverão manter a entrega de produtos já em trânsito para a loja ou centros de distribuição da varejista.
Também deverão ser mantidos serviços essenciais à varejista, como contratos do grupo com concessionárias de água e energia elétrica, empresas de tecnologia e de segurança, além da locação de imóveis.
“Diante da notória repercussão nacional do presente feito, que já produz reflexos imediatos sobre o mercado de crédito, a cadeia de fornecedores, milhares de relações de consumo e sobre a própria estabilidade da atividade econômica envolvida, o não deferimento das liminares poderia converter-se, ela própria, em fator deflagrador do colapso que a lei recuperacional visa a evitar”, afirmou a magistrada na decisão.
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No entanto, determinu que esse tempo será descontado do período de 180 dias de “respiro” que a empresa terá caso o pedido de recuperação judicial seja concedido.
Pedido de perícia A juíza também determinou que seja feita uma perícia para atestar “as reais condições de funcionamento e a regularidade da documentação apresentada” pela Casas Bahia.
A perícia deverá verificar se lojas físicas, centros de distribuição, site e aplicativo encontram-se efetivamente em operação, se há desabastecimento perceptível nas prateleiras e se os sistemas de venda física e digital estão funcionando normalmente.
Casas Bahia, Marabraz, Mobly e Tok&STok: por que tantas empresas de varejo estão pedindo recuperação judicial? A ACDB Administração Judicial foi nomeada para realizar a perícia, cujo laudo deverá ser apresentado à Justiça em até 30 dias.
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