2027 será ainda pior: O alerta do CEO da Casas Bahia (BHIA3), que traça os próximos passos da varejista
A conferência de resultados da Casas Bahia ( BHIA3 ) foi marcada por um ‘choque de realidade’: a economia, que já não está boa agora, pode piorar em 2027.
O diagnóstico veio do CEO da varejista, Renato Franklin, em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre.
Além de o prejuízo ter explodido para R$ 10 bilhões, a PwC falou em riscos para a continuidade da companhia, enquanto a varejista foi obrigada a recorrer a uma recuperação judicial, medida considerada extrema e com forte capacidade de destruição de valor.
Nesta segunda-feira, a ação despencava mais de 30%, a R$ 0,46.
Para o executivo, o cenário que se desenha para o ano que vem é mais restritivo.
“Nós não trabalhamos com melhora do cenário macro.
Dimensionamos essa fase 2 considerando 2027 pior do que 2026.
Então, entendemos que o endividamento vai continuar”, afirma.
Na visão de Franklin, algumas alavancas deram fôlego ao consumo durante este ano, como o empréstimo consignado, “mas isso cria um passivo para o futuro dos consumidores”.
“Podemos ter, sim, ainda uma deterioração do cenário de crédito.
Então, dimensionamos para isso.” Três passos da Casas Bahia O executivo também deu ‘a real’ sobre a piora do crédito.
Ele elencou três razões para o pessimismo.
São elas: Primeiro, a taxa de juros alta, que torna mais caro consumir bens duráveis.
“O poder de consumo do brasileiro é limitado.
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