Casas Bahia espera 2027 pior que 2026, diz presidente
Recuperação judicial: entenda o instrumento usado pelo Grupo Casas Bahia A Casas Bahia trabalha com um cenário econômico mais difícil em 2027 do que neste ano.
Segundo o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, o plano de fechamento de quase 300 lojas foi elaborado considerando uma possível piora nas condições de crédito para os consumidores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Não trabalhamos com melhora no cenário macro.
Consideramos que 2027 será pior que 2026”, disse o executivo durante uma conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma empresa do setor a pedir recuperação judicial.
“O endividamento vai continuar e algumas alavancas que deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito”, acrescentou Franklin.
Segundo ele, a Casas Bahia está cada vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.
A companhia anunciou, no fim de semana, o pedido de recuperação judicial e o fechamento de cerca de 30% de suas lojas, o equivalente a 298 unidades.
Segundo Franklin, os fechamentos foram feitos em uma “onda única”, já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”.
O executivo afirmou que, com as medidas, a rede eliminou “todas as lojas que estavam na UTI”.
Questionado sobre as parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, Franklin afirmou que a rede vai priorizar as margens de lucro nos canais on-line e reduzir o volume de vendas que não são rentáveis.
Durante a conferência, ele disse que os marketplaces são “viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital”.
No ano passado, a Casas Bahia fechou uma parceria com o Mercado Livre para reforçar sua operação on-line.
Analistas do Citi afirmaram, em relatório enviado a clientes, que o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia é marginalmente negativo para o Mercado Livre.
Segundo eles, uma alternativa para suprir a empresa no segmento de eletroeletrônicos poderia ser uma “futura parceria com o Magazine Luiza, que atualmente mantém um acordo comercial semelhante com a Amazon”.
Apesar disso, os analistas avaliam que o Mercado Livre poderá se beneficiar de um cenário de melhores negociações com fornecedores.
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