Após condenação, Filipe Barros reafirma críticas contra Gleisi e promete “não baixar o tom”
Candidato a senador pelo Partido Liberal (PL), Filipe Barros foi condenado ontem pela Justiça Eleitoral a pagar uma multa de R$ 15 mil por impulsionar, em junho, três vídeos com críticas contra Gleisi Hoffmann (PT), sua adversária na corrida pelo Senado.
E nesta quarta-feira (19 de agosto), um dia após a condenação, o político do PL se manifestou.
Segundo ele, todas as críticas contra a petista estão mantidas e ele não vai recuar.
Justiça condenada Filipe Barros, do PL, por impulsionar vídeos contra Gleisi Hoffmann, do PT “Reafirmo as críticas políticas que fiz a Gleisi Hoffmann.
Ela pode tentar judicializar o debate político, mas isso não vai me fazer recuar.
A multa não foi por fake news nem porque a Justiça considerou falsas as minhas declarações.
Foi exclusivamente pelo impulsionamento pago de três conteúdos considerados negativos, tanto que a própria decisão reconhece que a crítica política é protegida pela liberdade de expressão”, escreveu o candidato em nota à imprensa.
No texto, Filipe Barros volta a afirmar, como já havia feito num dos vídeos que ensejaram a condenação, que Gleisi lidera a rejeição entre os candidatos ao Senado no Paraná.
“Talvez seja justamente esse tipo de crítica que tanto a incomode.
Não vou me intimidar nem baixar o tom contra a Gleisi ou o PT.
Continuarei falando a verdade, fazendo oposição e dizendo aos paranaenses exatamente o que penso”, disse Barros.
A condenação A Justiça Eleitoral condenoi Filipe Barros por ele ter impulsionado, em junho último, três vídeos com conotação negativa contra Gleisi.
O que acontece é que a legislação eleitoral só permite o impulsionamento de conteúdos em redes sociais com o fim de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações, sendo ainda “vedada a realização de propaganda negativa”.
Ou seja, veda-se o impulsionamento de propagandas que tenham o intuito de criticar, prejudicar ou induzir a ideia de não voto a candidato adversário.
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