O que é uma morte súbita, causa dos óbitos de Ricardo Spencer e Giane Alves
Um mesmo termo, mas que nem sempre se refere ao mesmo problema: essa é a “morte súbita” , que recentemente voltou a ganhar destaque no noticiário em função de duas mortes de famosos – a da modelo baiana Giane Alves , na última sexta-feira (2), e a do diretor Ricardo Spencer , ocorrida em julho, mas cujo laudo necroscópico só veio a público nesta terça (6) .
Enquanto Alves foi vitimada aos 32 anos por um infarto agudo do miocárdio , uma das causas mais comuns para a morte súbita, o caso de Spencer, de 49 anos, trouxe à tona um termo menos conhecido: segundo o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, é possível que ele tenha morrido como consequência da Sudep , sigla em inglês para “morte súbita inesperada em epilepsia”.
Entenda melhor os dois casos.
O que é uma morte súbita “típica”? Morte súbita é o termo utilizado para se referir a um óbito inesperado de uma pessoa aparentemente saudável , que ocorre em cerca de uma hora após o início dos sintomas (ou de 24 horas a contar da última vez que a pessoa foi vista viva, nas situações em que a morte não tem testemunhas).
Estima-se que a morte súbita esteja por trás de até 300 mil óbitos por ano no Brasil, e o problema responde por cerca de metade das mortes com causas cardiovasculares.
O quadro é surpreendente por afetar pessoas sem cardiopatias diagnosticadas previamente e, muitas vezes, o primeiro sintoma é a própria parada cardíaca .
Continua após a publicidade Diferentes problemas que afetam o coração podem levar à morte súbita.
Eles incluem doença coronariana com infarto, como na situação de Giane Alves, além de problemas como arritmias primárias, cardiomiopatia hipertrófica e cardiomiopatia dilatada , entre outros.
Em jovens que morrem subitamente, é comum que as alterações tenham origem hereditária.
A morte súbita até pode ser revertida (um caso famoso é o do jogador de futebol dinamarquês Christian Eriksen ), mas, para isso, o tratamento emergencial deve ser iniciado de forma imediata, o que muitas vezes não é possível.
É necessário realizar procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP) e utilizar desfibrilador, até a estabilização do ritmo cardíaco.
Caso a pessoa sobreviva ao evento, deve-se investigar a causa da pane e realizar as medidas preventivas para evitar novos episódios.
Em muitos casos, recomenda-se o uso de um cardiodesfibrilador implantável (CDI) , dispositivo semelhante a um marca-passo.
Continua após a publicidade Sudep: o que é isso? O caso de Ricardo Spencer envolve um tipo de morte súbita menos comum.
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