Larva comedora de carne humana já infectou mais de 500 pessoas no México
Uma larva comedora de carne humana já infectou mais de 500 pessoas no México desde o ressurgimento da mosca-varejeira-do-Novo-Mundo (Cochliomyia hominivorax), espécie cujas larvas se alimentam de tecido vivo.
O parasita, que havia sido erradicado do país (e é um velho conhecido brasileiro), voltou a ser registrado em animais em 2024.
Um estudo publicado nesta semana na revista científica Emerging Infectious Diseases analisou 202 casos humanos confirmados de miíase, condição causada pela larva, registrados entre abril de 2025 e março de 2026.
Os resultados indicam que a velocidade de disseminação das infestações está aumentando: enquanto em 2025 eram registrados cerca de três casos por semana, em 2026 a taxa passou para pouco mais de nove.
Entre os pacientes analisados, seis morreram.
Em um dos casos, os pesquisadores concluíram que a infestação pelas larvas foi a causa direta da morte.
Nos demais, os pacientes apresentavam outras condições graves, como câncer, encefalite, insuficiência respiratória e choque séptico.
Larvas comem tecido vivo As responsáveis pelas lesões são larvas de uma mosca-varejeira.
As fêmeas depositam centenas de ovos em feridas, tecidos inflamados, membranas mucosas e orifícios de animais de sangue quente, incluindo seres humanos.
Os ovos podem eclodir em cerca de um dia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.