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Os reflexos da crise no STF no destino de um deputado bolsonarista

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Os reflexos da crise no STF no destino de um deputado bolsonarista

O embate entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) , que na última terça-feira, 15, protagonizaram uma sessão plenária que afundou ainda mais a imagem da Corte, respingou no deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo de busca e apreensão por suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais superiores.

De acordo com o ministro Flávio Dino, o afastamento – seguido do retorno ao cargo – do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues deixou a corporação sem efetivo policial suficiente para cumprir uma batida contra Cezinha.

Resultado: a operação de busca e apreensão contra o parlamentar só foi possível cinco dias depois do previsto.

Cezinha de Madureira entrou na mira da justiça depois que informações colhidas no telefone celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca e antiga assessora de confiança do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), apontaram indícios de que o deputado teria usado o status de congressista e o trânsito que tem junto ao STF para transmitir a terceiros a ideia de que poderia direcionar decisões judiciais de ministros de tribunais superiores.

O caso se enquadra nos possíveis crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e tráfico de influência.

Influente representante da bancada evangélica na Câmara, Cezinha foi peça-chave nas articulações para que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicasse o ex-advogado-geral da União André Mendonça para o Supremo e também trabalhava para emplacar o atual AGU Jorge Messias em outra cadeira no STF.

Partiu do parlamentar ainda o meio de campo para que Mendonça se reunisse com o banqueiro Daniel Vorcaro em março do ano passado, episódio que tem sido usado para desgastar o magistrado em meio à gigantesca crise de imagem por que passa a Suprema Corte.

No caso de Andrei Rodrigues, cujo afastamento foi determinado por Mendonça e revertido por Dino, as suspeitas eram de que a corporação tenha monitorado clandestinamente Mendonça e produzido relatórios apócrifos e sem valor probatório para insinuar que o magistrado tomava decisões judiciais para supostamente favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

“Se nós pegamos uma corporação armada e tiramos a chefia, é um ato bastante temerário, eu diria.

No caso do deputado Cezinha Madureira, houve um atraso de cinco dias no cumprimento da meta exatamente por dificuldades operacionais”, relatou Dino.

Cezinha foi alvo de buscas no último dia 14.

A decisão do ministro contra o congressista era datada de 5 de setembro.

Continua após a publicidade O afastamento de Andrei Rodrigues serviu como fermento para duras críticas do decano do STF Gilmar Mendes contra André Mendonça.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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