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Cientista político alerta para riscos de Fla-Flu eleitoral via Supremo

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Cientista político alerta para riscos de Fla-Flu eleitoral via Supremo

As estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro , os dois líderes da corrida presidencial, para tirar ganhos políticos da crise do Supremo Tribunal Federal em suas campanhas não estão livres de riscos.

A instrumentalização da celeuma provocada dentro da Corte desde a revelação das 52 mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes coloca ainda mais evidência para o eleitorado o tema da corrupção, em um já tenso e conflagrado ambiente de ida iminente às urnas para definir o governante do país pelos próximos quatro anos.

A cisão do STF em alas compostas, de um lado, por Moraes, Flávio Dino , Gilmar Mendes e Cristiano Zanin , e, de outro, por André Mendonça , Kassio Nunes Marques e Luiz Fux , invadiu a campanha eleitoral com mais intensidade, formando torcidas que associam o primeiro grupo ao candidato petista e o segundo, ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro .

De fato, Lula e o capitão reformado contam com duas indicações em cada lado da divisão, o que não significa, necessariamente, alinhamento automático de todos os integrantes de cada ala.

Em discursos recentes, o atual presidente tem ressaltado que Moraes foi uma indicação de Michel Temer (MDB) em 2017.

Gilmar Mendes chegou ao tribunal em 2002, durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Para especialistas ouvidos por VEJA, a politização de decisões da instância máxima do Judiciário não é um problema em si, dado que é natural que juízes indicados por presidentes da República conservem alguma vinculação ideológica com quem viabilizou sua chegada a um cargo vitalício de enorme poder decisório.

Continua após a publicidade Mas a invasão do plenário do Supremo pelo clima político-eleitoral torna-se um potencialmente corrosiva quando se adiciona o ingrediente das suspeitas de corrupção, como no caso de relações impróprias com o pivô da maior fraude bancária da história do país — que, de resto, além de Moraes e Dias Toffoli , agora se espalham para supostas conexões envolvendo familiares dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux .

Todos negam ter cometido qualquer irregularidade.

“Não é a politização de decisões do Supremo por si só, mas é a relação da politização com a corrupção e com as eleições.

Torna-se um fator explosivo que está confundindo a cabeça do eleitor e pode permitir que um candidato que se posicione melhor tenha ganhos políticos”, alerta o doutor em ciência política Pedro Castelo Branco , professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Continua após a publicidade O hiperfoco no inferno astral do STF ainda contribui para dividir a atenção de eleitores com temas mais presentes em seu dia a dia, como a avaliação das propostas dos diferentes candidatos para resolver crônicos problemas do país na segurança pública, na saúde e na educação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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