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Ciência

Batizada "Maria", nova espécie de anfíbio homenageia o nome mais popular do Brasil

Galileu ·
Batizada "Maria", nova espécie de anfíbio homenageia o nome mais popular do Brasil

Maria, o nome feminino mais popular do Brasil e do mundo, foi escolhido para batizar uma nova espécie de cecília – um tipo de anfíbio popularmente chamado de cobra-cega.

A ideia dos pesquisadores ao escolher o nome, Siphonops maria, é popularizar esse animal, pouco conhecido até mesmo por pesquisadores da área.

“Eu mesmo só vi no campo uma vez”, conta o especialista em anfíbios Luís Felipe Toledo, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) apoiado pela FAPESP e um dos coautores do trabalho, publicado no Zoological Journal.

A nova espécie foi descoberta a partir de exemplares coletados no Rio de Janeiro.

Seu nome, inicialmente, é uma homenagem a uma Maria específica, parte do grupo de 11 pessoas escravizadas que, entre 1861 e 1874, plantaram mais de 100 mil árvores na Floresta da Tijuca.

A área viria a fazer parte do Parque Nacional da Tijuca, a maior floresta urbana replantada do mundo.

“Acabou sendo também uma homenagem às mulheres do Brasil, uma vez que é o nome mais popular do país e um dos mais utilizados no mundo.

Aqui há mais de 12 milhões de Marias.

Todo mundo conhece uma; por exemplo, a minha mãe e quase todas as minhas tias se chamam Maria”, conta Adriano Oliveira Maciel, pesquisador do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), em Belém, e primeiro autor do trabalho.

As cecílias são anfíbios de hábitos fossoriais, ou seja, vivem majoritariamente debaixo da terra.

Com olhos reduzidos, têm uma visão limitada (o nome cecília deriva do latim caecus, “cego”), mas dispõem de órgãos sensoriais na cabeça que percebem o ambiente.

As características morfológicas (do corpo) são muito semelhantes entre as espécies, o que dificulta a diferenciação entre elas a olho nu.

Com cerca de 20 centímetros, a cecília maria (Siphonops maria) é menor que espécies evolutivamente próximas Miguel Relvas Ugalde Ferramentas genéticas e de microtomografia, porém, têm ajudado nos últimos anos a esclarecer melhor a evolução do grupo.

Esse tipo de trabalho, no entanto, ainda depende da reunião de vários exemplares para comparação, o que pode levar anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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