O patrimônio declarado de um candidato influencia seu voto? Participe
Diante dos números apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral, a enquete do Campo Grande News desta quinta-feira (13) pergunta: o patrimônio declarado de um candidato influencia seu voto? As declarações de bens são apresentadas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e ficam disponíveis no DivulgaCandContas, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Elas permitem ao eleitor conhecer imóveis, veículos, aplicações, participações societárias e outros bens informados pelos concorrentes, além de comparar a evolução patrimonial entre eleições.
Os valores declarados, contudo, não correspondem necessariamente ao preço atual de mercado dos bens.
Levantamento publicado pelo Campo Grande News nesta semana mostrou que 29 candidatos de Mato Grosso do Sul declararam, juntos, pouco mais de R$ 10 milhões em dinheiro em espécie.
Desse total, seis concentravam cerca de R$ 7,6 milhões.
O deputado estadual Londres Machado (PP), candidato à reeleição, informou R$ 4 milhões em espécie dentro de um patrimônio total de aproximadamente R$ 18 milhões.
Odilon Ribeiro (PL) declarou R$ 988,6 mil e Rinaldo Modesto (PP), R$ 860 mil.
Os dados também revelam movimentos diferentes entre candidatos ao Governo do Estado.
Eduardo Riedel (PP), que busca a reeleição, declarou R$ 16,1 milhões em 2026, contra R$ 20,7 milhões em 2022, redução nominal de 22,2%.
Na mesma chapa, o vice-governador Barbosinha (Republicanos) apresentou R$ 17,3 milhões, cerca de 57% acima dos R$ 10,9 milhões informados quatro anos antes.
Já Fábio Trad (PT), também candidato ao governo, informou patrimônio de R$ 3,67 milhões, ante R$ 2,36 milhões declarados em 2022.
A diferença representa crescimento nominal de 55,3% em quatro anos.
Entre os bens relacionados estão apartamento, previdência privada, investimentos, imóveis e veículos.
No outro extremo, uma publicação da coluna Jogo Aberto mostrou situação envolvendo Delcídio do Amaral, candidato ao governo.
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