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Estudo da Fiocruz detecta cocaína em rios do RJ e alerta para impactos ambientais

G1 Rio de Janeiro ·
Estudo da Fiocruz detecta cocaína em rios do RJ e alerta para impactos ambientais

Estudo da Fiocruz detecta cocaína em rios do RJ Um estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) detectou a presença de cocaína e de benzoilecgonina, principal metabólito da droga, em rios e canais da Região Metropolitana do Rio.

Segundo os pesquisadores, a alta concentração dessas substâncias pode provocar impactos na fauna aquática e reforça o alerta sobre a poluição e a falta de tratamento adequado de esgoto.

A pesquisa analisou amostras coletadas entre julho de 2022 e junho de 2023 nos rios Irajá, Carioca e Meriti, além dos canais do Mangue e do Cunha.

Apenas uma das amostras não apresentou cocaína.

Já a benzoilecgonina foi identificada em todas as coletas realizadas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp A benzoilecgonina é uma substância produzida pelo organismo após o consumo da droga e eliminada principalmente pela urina.

Por isso, ela é considerada um importante indicador da presença de cocaína em ambientes contaminados por esgoto.

"Foi uma grande surpresa encontrar em todas as amostras e o nível, que foi bem elevado em comparação com outros estudos", afirmou o coordenador do estudo, Enrico Saggioro, do Instituto Oswaldo Cruz.

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz encontraram cocaína em rios e canais do RJ Jorge Bonacchi/ TV Globo Os pesquisadores também investigaram os possíveis efeitos dessas substâncias sobre organismos aquáticos.

Para isso, utilizaram embriões de zebrafish, um pequeno peixe amplamente empregado em pesquisas científicas.

Segundo a Fiocruz, os testes apontaram aumento da mortalidade dos embriões, além de alterações neurológicas e deformações no desenvolvimento dos animais expostos às substâncias encontradas nas águas analisadas.

Os impactos só não chegam aos seres humanos pois as águas dos rios são tão sujas que não há como os peixes sobreviverem nelas Os cientistas destacam que os rios estudados apresentam alto nível de degradação ambiental, mas alertam que todos eles deságuam na Baía de Guanabara, onde há diversas espécies marinhas.

"Todos esses rios desembocam na Baía de Guanabara, que tem vida.

Tem golfinhos, raias e diversas espécies de peixes.

A população precisa estar atenta ao contato com essas substâncias nesses rios impactados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.

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