Elias Jaua: “Povo venezuelano vai se levantar, derrotar Trump e recuperar sua soberania”
“A plutocracia de Trump e seus aliados quer tão somente se apoderar das nossas imensas riquezas”, denuncia Elias Jaua.
“Decidimos levantar a voz em favor do fim da ocupação e da recuperação plena da soberania nacional, da independência nacional, como única possibilidade de recuperar nossa estabilidade política, econômica e social.
Nossa luta vai ser titânica, vai exigir um grande esforço, mas também queremos que se entenda que não é apenas a luta do povo venezuelano, mas a luta dos povos da América Latina para nos preservarmos como Estado-nação, como Estado soberano, como povo livre”, afirmou o sociólogo Elias Jaua, vice-presidente de Hugo Chávez (2010-2012) e liderança histórica do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), em entrevista exclusiva.
Destacado dirigente do “chavismo histórico”, Jaua foi ministro da Agricultura e Terras (2006-2010), das Relações Exteriores (2013-2014), do Poder Popular para as Comunas (2014-2016) e da Educação (2017-2018).
Declarando-se um “otimista”, o atual presidente do Centro de Estudos para a Democracia Socialista (Cedes) em Caracas vê muito além do moribundo ciclo neoliberal que infecta o continente.
“Acredito que essas caricaturas de governos de extrema direita, chamem-se como quiserem se chamar, são um momento sombrio, serão muito temporárias e virá um novo tempo dos povos, da união, da soberania, da integração latino-americana e caribenha, com melhores condições, aprendendo com os erros cometidos”, enfatiza.
Boa leitura! LEONARDO WEXELL SEVERO / Hora do Povo Tens denunciado que a Venezuela se encontra “diante de uma ocupação militar e de uma tutela coercitiva, uma administração neocolonial por parte dos Estados Unidos”.
Qual é o significado de tudo isso para o seu povo, para a pátria de Bolívar? Se afirmamos que essa é a situação da Venezuela, é a propósito da declaração de Marco Rubio no Congresso dos Estados Unidos, poucas semanas após a invasão de 3 de janeiro deste ano e o covarde ataque militar contra nosso país.
O secretário de Estado dos EUA disse que, basicamente, estão administrando a Venezuela.
Sem dúvida alguma, isso significa uma situação neocolonial.
E, claro, ela não se assenta sobre a disposição ou a vontade da nação venezuelana, mas sobre o exercício e a coação militar.
E isso tem um impacto na dignidade nacional, na nossa história.
Nós somos a pátria de Simón Bolívar, que liderou um dos maiores esforços, junto com outros compatriotas de Nossa América, para libertar toda a América do Sul do colonialismo espanhol no século XIX.
Isso tem um impacto na dignidade, no espírito nacional, em que cresce a cada dia o repúdio a esse ultraje ao qual estamos sendo submetidos.
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