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Chance de El Niño muito forte entre outubro e dezembro chega a 90%, diz agência climática dos EUA

G1 ·
Chance de El Niño muito forte entre outubro e dezembro chega a 90%, diz agência climática dos EUA

O que é o El Niño e como ele pode afetar o seu dia a dia A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) atualizou nesta quinta-feira (13) a previsão para o El Niño deste ano e passou a estimar em 90% a chance de o fenômeno atingir uma intensidade muito forte nos próximos meses.

No boletim anterior, publicado em 9 de julho, a agência calculava em 81% a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro deste ano.

Ainda de acordo com a NOAA, considerando as projeções atuais de temperatura do oceano, há 69% de chance do evento ficar entre os maiores registrados desde 1950. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A nova projeção chega em um momento em que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continua aumentando.

"O índice de temperatura supbsuperficial equatorial aumentou durante julho, refletindo uma ano 🌊 Entenda: O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul).

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial.

O fenômeno ocorre com frequência a cada dois a sete anos, tem duração média de doze meses e gera impacto direto no aumento da temperatura global.

A La Niña é o oposto: um resfriamento dessas mesmas águas, com efeitos igualmente significativos, mas em direção contrária (entenda mais abaixo).

Imagem de 3 de agosto de 2026, feita com dados do satélite Sentinel-6 Michael Freilich, mostra mudanças no nível do Oceano Pacífico associadas ao El Niño.

Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA Quando a NOAA divulgou seu último boletim mensal, em julho, o índice semanal da chamada região Niño 3.4, uma das principais áreas usadas para acompanhar a evolução do fenômeno, estava em +1,2°C.

Na atualização das condições do oceano publicada em 10 de agosto, essa anomalia já havia chegado a +1,8°C.

Em outras palavras, a temperatura nessa parte do Pacífico passou de 1,2°C para 1,8°C acima da média em cerca de um mês.

O valor de +1,8°C já é considerado pela Climatempo, por exemplo, como compatível com um El Niño de forte intensidade.

A NOAA, por sua vez, vinha descrevendo o fenômeno como um El Niño em fortalecimento, sem classificar oficialmente o episódio atual como forte no boletim mensal anterior.

No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a região e com a época do ano (atualmente, o pico previsto é entre novembro e janeiro).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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