Governança e orquestração: o caminho para escalar a IA com segurança nos bancos
À medida que o uso da Inteligência Artificial (IA) se consolida no sistema financeiro brasileiro, o foco das lideranças migra da simples adoção da tecnologia para a garantia de sua sustentabilidade no longo prazo.
A Claro empresas, no seu papel de orquestradora de ecossistemas tecnológicos e cibersegurança para o mercado, levou ao maior evento de tecnologia do setor financeiro, o Febraban Tech 2026, uma discussão sobre como o grande nó estratégico do momento, além de colocar modelos de IA em produção, é assegurar que cada algoritmo opere com transparência, ética e segurança ao longo de todo o seu ciclo de vida.
Para responder a essa complexidade, a integração entre infraestrutura de rede, nuvem, cibersegurança e IA precisa atuar de forma articulada, transformando a governança em um motor de eficiência e confiança para o setor.
Thais Seppe, Gerente de Produtos de IA e Inovação da Claro empresas, pontua que todas as IAs são inteligentes, mas nem sempre isso significa que elas são confiáveis.
“O desafio não é necessariamente implementar IA, já temos sucesso com isso.
O desafio é ter essa inteligência governada e confiável dentro das organizações, respeitando limites éticos de transparência”, afirmou.
Leia mais: Resiliência operacional se torna pilar estratégico de negócios no setor financeiro Governança como habilitadora de inovação e novos negócios Longe de atuar como um freio burocrático, a governança vem se consolidando nas instituições financeiras como o pilar que habilita a expansão segura de novas soluções, como a IA agêntica.
Para o Banco do Brasil, integrar a governança desde a concepção dos projetos é indispensável para proteger a instituição e permitir que a tecnologia transforme a estratégia da empresa.
“Normalmente as empresas começam olhando a IA como solução, e vejo essa governança como um instrumento habilitador.
Ela tem que ser colocada em primeiro lugar, não na última etapa”, defendeu o representante do Banco do Brasil, Rafael Rovani.
Da esquerda para direita: Michel Viana (Bradesco), Fabrício Lira (IBM), Rafael Rovani (Banco do Brasil) e Thais Seppe (Claro empresas).
Foto: InfoMoney Ainda, o especialista ressalta a necessidade de evolução contínua: “Tão importante quanto o framework é criar o ambiente para o uso da IA que estamos oferecendo ao negócio, medido desde a ponta, com as regras já implementadas”.
Já no Bradesco, a governança é encarada como um trilho que direciona o crescimento sustentável da IA, unindo patrocínio institucional, frameworks aderentes às regulações futuras e monitoramento contínuo.
Tal abordagem garante que os modelos gerem valor direto para clientes, colaboradores e a sociedade, como na expansão do acesso ao crédito.
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