Estresse no início da vida deixa marca nos neurônios e aumenta risco de depressão
Vivenciar situações traumáticas nos primeiros anos de vida pode deixar marcas que persistem por décadas ou até mesmo por toda a vida adulta.
Agora, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Washington em St.
Louis e da Universidade de Princeton, ambas nos Estados Unidos, identificou um mecanismo biológico que ajuda a explicar por que experiências adversas na infância aumentam o risco de ansiedade, depressão e outros transtornos de humor na vida adulta.
Publicado nesta sexta-feira (7) na revista Neuron, o estudo mostrou, em experimentos com camundongos, que o estresse precoce provoca alterações na forma como o DNA é organizado dentro das células cerebrais.
Essas mudanças funcionam como uma espécie de memória molecular do trauma, deixando determinados genes mais fáceis de serem ativados quando o indivíduo enfrenta novos episódios de estresse no futuro.
“Essa descoberta revela uma cicatriz física deixada por traumas vivenciados durante o desenvolvimento dentro das células cerebrais, fornecendo aos cientistas um alvo biológico concreto para o desenvolvimento de novos tratamentos e intervenções”, afirmou Meaghan Creed, professora de anestesiologia da Universidade de Washington e uma das autoras do estudo, em comunicado.
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