‘Bebezão’: planeta ainda em formação é o mundo mais jovem já descoberto pelos astrônomos; conheça Elias 2-24 b
Astrônomos da Nasa confirmaram a existência do planeta mais jovem identificado até hoje: o Elias 2-24b.
A descoberta foi divulgada pela agência na quarta-feira (16).
O exoplaneta tem menos de 1 milhão de anos e ainda está em processo de formação ao redor de sua estrela hospedeira.
Ele está inserido em um disco de gás (disco protoplanetária) e poeira que envolve o corpo celeste e contém uma massa semelhante à de Júpiter.
Segundo os especialistas, o material do disco ainda está sendo incorporado ao planeta e os levam a conclusão de que o novo mundo ainda em uma etapa inicial de formação . document.createElement('video'); https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/09/elias.mp4 Animação retratando Elias 2-24 b.
Material do disco está ativamente acumulando sobre o planeta de massa de Júpiter, que está situado em uma abertura proeminente no disco, apoiando a teoria principal da formação de planetas gigantes.
Crédito: Observatório W.
M.
Keck/Adam Makarenko Leia Mais O que acontece com o Sistema Solar quando o Sol morrer? Exoplaneta é pista Planeta "vizinho" da Terra pode ser favorável à vida, afirma estudo Quasares mais antigos do universo são encontrados pelo telescópio Euclid O “bebezão” também desafia as teorias atuais sobre como os planetas se formam.
Pesquisadores acreditavam que um planeta com massa semelhante à de Júpiter levaria cerca de 5 milhões de anos para se formar a uma distância comparável à de Júpiter em relação ao Sol.
O novo planeta, porém, é muito mais jovem e está localizado a uma distância de sua estrela cerca de 55 vezes maior do que a distância entre a Terra e o Sol.
Nossos modelos de formação planetária já tiveram dificuldades em explicar os detentores anteriores dos recordes do planeta mais jovem conhecido — um empate a quatro entre dois planetas orbitando a estrela PDS 70 e dois planetas orbitando a estrela WISPIT 2 — todos com mais de 5 milhões de anos.
Elias 2-24 b nos mostra que mesmo nossos melhores modelos de formação planetária ainda estão faltando alguns processos importantes.
Lucas Cieza, professor do Instituto de Estudios Astrofísicos no Chile e coautor de um artigo detalhando os resultados da pesquisa Como o novo planeta foi descoberto? Os estudos começaram há cerca de 10 anos atrás, quando observações do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) no Chile mostraram uma lacuna no disco empoeirado da jovem estrela.
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