Conselho Nacional de Direitos Humanos cobra apuração sobre linchamento de ciclista no Rio
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos, cobrou apuração rigorosa sobre o linchamento e a morte do ciclista Cláudio Rafael, espancado no último dia 11 no Rio de Janeiro .
Em ofício enviado à Secretaria de Segurança Pública do estado, o órgão pediu informações e providências sobre o caso.
O CNDH também pede que as investigações apurem se há uma espécie de "segurança de rua" na região e eventuais responsáveis por contratar, pagar e financiar a organização.
Cláudio Rafael teria sido abordado por um homem que atuava na segurança de um estabelecimento após ser acusado injustamente de ter furtado uma bicicleta. Em seguida, outros três homens participaram da agressão que durou, pelo menos, sete minutos.
"Cláudio foi acusado de forma leviana, torturado e espancado até a morte. Trata-se de uma grave violação de direitos humanos que precisa ser rigorosamente apurada. Nada justifica essa violência, e o crime não pode ficar impune", disse Ivana Leal, presidente do CNDH.
No documento enviado ao governo do Rio, o órgão cita registros anteriores de grupos que exerceram informalmente atividades de segurança em Copacabana. Por isso, pede apuração do alcance dessas práticas na região.
O ofício é enviado em nome da Relatoria Especial para o Enfrentamento do Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo, comandada pelo conselheiro Carlos Nicodemos.
"O CNDH vem investigando episódios com motivação de ódio e extremismo como uma violência com raízes na estrutura do Estado. Neste caso, é preciso apurar se há uma lacuna de segurança pública que deu lugar a uma prática ilegal de milícias contratadas por comerciantes", disse Nicodemos.
O conselho quer acompanhar o caso de perto e pediu que a Secretaria de Segurança Pública dê informações atualizadas sobre o andamento da investigação, a apuração dos fatos e a identificação e responsabilização de todos os envolvidos.
Além disso, pede a apuração de eventual participação de comerciantes, estabelecimentos, empresas ou particulares no caso. O documento pede resposta em até cinco dias.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.