Irã rejeita acusação dos Emirados Árabes Unidos sobre disparo de mísseis
O Irã classificou, nesta quarta-feira (19), como “infundada” a acusação dos Emirados Árabes Unidos de que lançou dois mísseis contra o país do Golfo um dia antes, informou a mídia estatal iraniana.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, negou a alegação e alertou os países da região contra “acusações infundadas”, afirmando que eles devem estar atentos a possíveis “operações de falsa bandeira” — ações realizadas por um grupo com o objetivo de fazer parecer que foram cometidas por outro.
A declaração foi divulgada pela Press TV.
As forças de defesa aérea dos Emirados detectaram, na terça-feira (18), dois mísseis balísticos lançados do Irã em direção ao país, informou o Ministério da Defesa emiradense.
Segundo a pasta, apenas um deles caiu em águas territoriais dos Emirados.
O comunicado não mencionou vítimas, danos ou tentativas de interceptação.
“O Ministério da Defesa afirma estar totalmente preparado para lidar com quaisquer ameaças e enfrentar com firmeza tudo o que vise desestabilizar a segurança do Estado”, afirmou a pasta em comunicado.
Leia Mais EUA retomam bombardeios no Irã enquanto guerra se expande na região EUA atacam radares do Irã após derrubar drones Países do Golfo reagem aos ataques do Irã no Kuwait e no Bahrein Os Emirados Árabes Unidos haviam acusado recentemente o Irã de atacar navios da empresa estatal ADNOC enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O Irã não assumiu a responsabilidade pelos ataques aos navios da ADNOC.
A Guarda Revolucionária do Irã já havia ameaçado tomar medidas contra navios que transitassem pelo estreito caso estivessem ligados a adversários de Teerã ou não cumprissem as diretrizes iranianas.
Separadamente, o primeiro-ministro do Governo Regional do Curdistão, no Iraque, Masrour Barzani, acusou na segunda-feira (17) o Irã de lançar ataques com drones contra seu gabinete e a residência do chefe da agência de inteligência curda Parastin.
Teerã também negou a acusação e sugeriu que o incidente pode ter sido uma “operação de falsa bandeira”.
O que acontece com o fechamento dos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb?
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