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O ciclista que venceu um câncer avançado que atingiu pulmões e cérebro e voltou para ganhar a maior corrida do mundo

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O ciclista que venceu um câncer avançado que atingiu pulmões e cérebro e voltou para ganhar a maior corrida do mundo

A recuperação de uma doença metastática levou Armstrong de cirurgias e quimioterapia de volta ao ciclismo antes de uma segunda história mudar para sempre seu legado

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em 1996, aos 25 anos, Lance Armstrong recebeu um diagnóstico que interrompeu sua carreira no auge: câncer testicular avançado, já disseminado para outras partes do corpo. Meses depois de cirurgia, quimioterapia e tratamento das metástases cerebrais, ele voltou a pedalar. Três anos mais tarde, cruzaria a linha de chegada do Tour de France como vencedor — numa história médica extraordinária que depois seria profundamente marcada pelo maior escândalo de doping de sua geração.

Armstrong foi diagnosticado em 2 de outubro de 1996 com câncer testicular em estágio avançado. Os exames mostraram que a doença não estava restrita ao testículo: havia comprometimento dos pulmões e do abdômen, e posteriormente foram identificadas duas lesões metastáticas no cérebro. Ele passou inicialmente por cirurgia para retirar o testículo afetado e, ainda naquele mês, por uma operação para remover as lesões cerebrais.

A afirmação de que ele recebeu apenas 5% de chance de sobreviver , porém, não é sustentada pelas fontes contemporâneas mais confiáveis. Reportagens da época mencionaram prognósticos diferentes conforme novas informações surgiam, enquanto a ESPN registra que médicos chegaram a estimar cerca de 40% de chance de sobrevivência. Portanto, chamar seu câncer de extremamente grave é correto; apresentar “5%” como uma estimativa médica comprovada não é.

O tratamento envolveu cirurgia e ciclos intensivos de quimioterapia. Armstrong foi encaminhado ao Indiana University Medical Center, onde trabalhava Lawrence Einhorn, médico cuja pesquisa com cisplatina havia revolucionado o tratamento do câncer testicular. A evolução desse tipo de terapia transformou uma doença que décadas antes tinha prognóstico muito ruim em um câncer frequentemente curável, inclusive em muitos casos avançados.

Naquele período, Armstrong enfrentou uma rotina muito distante das competições:

O vídeo “Lance Armstrong: banido do ciclismo por doping | IDEIAS SINISTRAS | HISTORY” , publicado pelo Canal History Brasil , relembra a ascensão de Armstrong no ciclismo e explica como as investigações sobre doping levaram à perda de seus resultados e ao banimento do esporte.

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