Pai de santo é condenado por cobrar R$ 700 mil para afastar espíritos malignos de mulher no interior de SP
Pai de santo é condenado por cobrar R$ 700 mil para afastar espíritos malignos de mulher A 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve uma decisão da 1ª Vara Criminal de Rio Claro (SP), que condenou um suposto líder religioso por extorsão a pena de 9 anos e 26 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
De acordo com a sentença, a vítima enfrentava problemas pessoais e de saúde quando conheceu o réu que, inicialmente, solicitou pagamento de R$ 2,3 mil para realizar o "trabalho espiritual".
Ao longo de meses, a mulher sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 700 mil.
O g1 não conseguiu contato com os envolvidos no processo até a última atualização desta reportagem.
As datas das decisões não foram divulgadas. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Fórum Criminal de Rio Claro (SP) Reprodução/Google Maps Conforme apurado pelo g1, após a condenação do réu, a defesa dele solicitou a absolvição por insuficiência de provas.
Subsidiariamente, pediu a desclassificação do crime de extorsão para estelionato, além da revisão da pena e o regime inicial aberto. (Veja mais abaixo).
Como foi o crime Entre 17 de fevereiro de 2021 a 1º de novembro de 2021, o réu obteve vantagem ilícita de aproximadamente R$ 700 mil, constrangendo a vítima, mediante grave ameaça, a efetuar diversas transferências em dinheiro, contratos e aquisições, aproveitando-se dos problemas pessoais da vítima.
A vítima foi até uma loja de artigos religiosos comprar velas e encontrava-se fragilizada em razões de problemas pessoais e de saúde, ocasião em que o réu a conduziu até o local onde atendia como 'pai de santo', no bairro Estádio, fazendo-a acreditar que estava cercada de maus espíritos.
Inicialmente, a vítima efetuou o pagamento de R$ 2,3 mil pelo trabalho realizado.
No entanto, o réu aproveitou da fragilidade emocional da vítima e a incentivou a realizar mais serviços espirituais, que, somados, causaram prejuízos de cerca de R$ 380 mil.
Festa para a entidade Após a vítima comunicar que havia se aposentado, o réu exigiu que ela realizasse uma festa para a entidade que ele alegava ter sido a responsável pela conquista, cobrando R$ 100 mil.
Na ocasião, ela disse que não tinha o valor, mas foi induzida por ele a contratar um empréstimo, pois se 'desobedecesse' algo pior poderia acontecer, podendo até ser morta pela entidade.
Em outra sessão de trabalho, o pai de santo fez a vítima acreditar que ela havia sido incorporada por outra entidade e cobrou R$ 30 mil pelo serviço.
Pouco depois, a vítima manifestou o desejo de deixar os trabalhos, mas foi condicionada a um novo serviço espiritual de R$ 75 mil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.