Lito recusado em estudos: por que é tão difícil entrar em tratamentos experimentais?
O ex-piloto e influenciador Lito Sousa, em vídeo publicado em 23 de agosto de 2026.
Reprodução/ Instagram O influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, teve pedidos de inclusão recusados nos dois estudos experimentais que citou em sua campanha nas redes sociais.
A recusa não tem relação com o caso individual dele, mas de como esse tipo de pesquisa é feita. ➡️ Os dois estudos, batizados de ION717 e PRiSM, foram citados por Lito como possíveis caminhos de tratamento.
Um é conduzido pela farmacêutica Ionis Pharmaceuticals; o outro, pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT.
O ION já estava fechado para voluntários, mesmo assim a família tinha esperanças de que, pelo quadro, ele tivesse a oportunidade.
Já o PRiSM tinha aberto vagas em abril e havia chances de ainda não ter completado o quadro de voluntários para receber a substância.
Agora, Mila Seidl, publicou nas redes sociais que as duas instituições responderam, mas negando a inclusão pra receber os tratamentos.
Por que não é possível simplesmente incluir um paciente Antes de um estudo clínico começar, pesquisadores definem, e agências regulatórias aprovam, um protocolo que estabelece exatamente quantas pessoas vão participar, em quais grupos, e sob quais critérios.
Esse número não é uma estimativa flexível — é parte do desenho científico do estudo, e alterá-lo significa, na prática, mudar o próprio experimento.
É esse protocolo, e não uma decisão pontual dos pesquisadores, que determina quem pode ou não ser incluído.
"O paciente tem que ter todos os critérios de inclusão e de exclusão que já foram aprovados pelas instituições regulatórias para aquele estudo", explica Bruno Solano, médico pesquisador do IDOR Ciência Pioneira e Fiocruz, especialista em terapias avançadas.
Um dos motivos para essa rigidez é a necessidade de rastreabilidade: o número de participantes em cada etapa do estudo é informado às agências regulatórias antes mesmo do início da pesquisa, justamente para que, mais adiante, seja possível auditar e confirmar que tudo foi conduzido conforme planejado.
Incluir uma pessoa fora desse desenho compromete essa possibilidade de verificação.
Abaixo, o g1 te explica o que são esses tratamentos, como eles funcionam e o que ainda é preciso saber.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.