Com pressão de ‘techs’ e impasse em Ormuz, bolsas da Europa têm pregão negativo
As bolsas europeias recuaram majoritariamente nesta terça-feira (13), enquanto o impasse entre EUA e Irã aumentava as preocupações inflacionárias e as ações ligadas à tecnologia tinham queda robusta.
O índice pan-europeu caiu 0,69%, aos 651,90 pontos.
Em Frankfurt, o DAX recuou 0,80%, a 26.128,36 pontos .
Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,82%, a 8.509,36 pontos .
Já em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,07%, a 10.728,04 pontos .
Ao longo do pregão, o juro do Bund alemão de 10 anos renovou máxima em 15 anos e o do Gilt britânico de 30 anos atingiu o maior nível em três meses , acompanhando as movimentações do petróleo e temores de pressões inflacionárias.
Mais cedo, o economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou que a inflação ao consumidor deve permanecer “bem acima” da meta de 2% em 2026, em meio aos efeitos da guerra no Irã.
Na visão do MUFG Bank, o aumento dos preços da energia pode ainda representar um obstáculo ao crescimento da zona do euro.
Entre os destaques, o setor de mineração europeu caiu 1,42%, diante da fraqueza dos preços do ouro, e o de tecnologia registrou baixa de 2,51%, em linha com Wall Street.
A ASML, empresa mais valiosa da Europa, perdeu cerca de 5%, enquanto suas concorrentes de chips holandesas ASM International e BE Semiconductor recuaram 5,08% e 6,10%, respectivamente.
A Infineon Technologies cedeu mais de 7% e o grupo francês de materiais semicondutores Soitec teve baixa de quase 14%.
A marca de luxo Burberry (+2,76%) ajudou a bolsa de Londres a se sustentar no positivo.
No radar macroeconômico, o índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu além da projeção dos analistas, enquanto o desemprego ficou estável no Reino Unido, mas com mercado de trabalho dando sinais de arrefecimento. *Com informações da Dow Jones Newswires
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