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PT resiste ao voto distrital misto e líder do Psol alerta para “coronelismo”

O Antagonista ·
PT resiste ao voto distrital misto e líder do Psol alerta para “coronelismo”

Motta quer votar PEC ainda neste ano, com transição em 2030 e implementação definitiva do novo sistema eleitoral em 2034

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A proposta articulada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para mudar o sistema eleitoral brasileiro para o voto distrital misto enfrenta resistência no PT e no PCdoB e ressalvas do líder da Federação Psol-Rede, Tarcísio Motta (Psol-RJ).

A O Antagonista , a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que o PT historicamente defende o voto em lista e se posiciona contra tanto o sistema distrital puro quanto o misto. “ É muito difícil ao partido mudar essa posição ” , disse.

A líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), foi ainda mais direta. “ Somos contra o voto distrital misto ” , afirmou à reportagem.

Tarcísio Motta, por sua vez, disse ver com “bons olhos” o voto em lista, desde que seja garantida a paridade entre homens e mulheres, mas fez ressalvas ao componente distrital da proposta.

Segundo ele, a definição dos distritos e da quantidade de deputados eleitos por essa modalidade pode “ fortalecer o coronelismo e os esquemas corruptos de compra de votos ” .

O líder da federação Psol-Rede ponderou, porém, que o partido ainda não definiu uma posição sobre a proposta. Segundo ele, será necessário conhecer os detalhes do modelo antes que o Psol decida.

No voto em lista, a representação continua baseada no desempenho proporcional dos partidos ou federações. O eleitor vota na legenda ou em nomes vinculados à lista, e a quantidade de cadeiras conquistadas depende da votação obtida pelo partido. O formato da lista – aberta ou fechada – determina como os candidatos ocuparão essas vagas.

O distrital misto combina duas formas de escolha. Parte dos parlamentares é eleita em distritos menores, nos quais candidatos disputam diretamente uma vaga representando determinada região, enquanto outra parcela das cadeiras é preenchida a partir da votação em partidos ou listas. É justamente a definição desses distritos que está entre as preocupações levantadas por Tarcísio Motta.

Atualmente, deputados federais, estaduais e distritais e vereadores são escolhidos no Brasil pelo sistema proporcional de lista aberta. Os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas são somados para determinar quantas cadeiras cada partido ou federação terá, e as vagas ficam com os candidatos mais votados dentro de cada legenda.

A reação ocorre depois de Hugo Motta anunciar nesta quarta-feira, 28, que pretende discutir e tentar votar ainda neste ano uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir o voto distrital misto nas eleições proporcionais.

O desenho discutido pelo presidente da Câmara com líderes do centrão prevê uma transição nas eleições de 2030 e a implementação definitiva do novo modelo em 2034 .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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