Grande inverno DeFi: BTG Pactual vê encolhimento de 40% no mercado, mas aponta oportunidades de crescimento do setor
O mercado de criptomoedas sofreu vários baques até o repique de preços da última semana.
Na análise por setor, o segmento de finanças descentralizadas ( DeFi ) foi quem atravessou um dos piores momentos neste primeiro semestre de 2026, de acordo com uma análise do BTG Pactual .
A combinação entre a queda dos preços das principais criptomoedas e a redução da atividade dos investidores provocou uma retração generalizada nos principais segmentos do setor de Defi, incluindo empréstimos descentralizados on-chain (lending ) , corretoras descentralizadas ( DEXs ), derivativos e staking .
O segmento de lending , o valor total depositado ( total value locked ou TVL) caiu de US$ 61,3 bilhões para US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, uma retração de 40,6%.
Os empréstimos ativos acompanharam o movimento, recuando quase o mesmo montante (40%) no período.
A pressão veio principalmente da desvalorização dos ativos utilizados como garantia das operações e da menor demanda por alavancagem no mercado de criptomoedas.
Ainda assim, o protocolo Aave (AAVE) manteve a liderança do setor com US$ 10 bilhões em empréstimos ativos.
Já a Morpho (MORPHO) foi destaque por ser uma das poucas plataformas a registrar crescimento, expandindo em 10% sua atividade e acumulando valorização de 72% em seu token ao longo do semestre.
O lado positivo do DeFi: Corretoras descentralizadas crescem Na análise de valuation , o BTG destaca a Hyperliquid (HYPE) como o protocolo com maior múltiplo entre valor de mercado totalmente diluído (FDV) e taxas geradas, refletindo as expectativas de crescimento e sua posição dominante no mercado de derivativos.
Vale lembrar que a Hyperliquid tem sido a plataforma escolhida pelos investidores como a preferida para negociação de derivativos.
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E foi justamente o mercado de derivativos que mostrou maior resistência em comparação aos demais segmentos.
O volume negociado em contratos futuros perpétuos recuou cerca de 37%, percentual inferior ao observado em lending e DEXs.
Parte dessa resiliência está relacionada à crescente negociação de ativos tradicionais, como ações, índices e commodities , dentro de plataformas descentralizadas.
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