Farinha de banana verde pode ajudar no controle da glicemia e na saúde intestinal
Farinha de banana verde (Foto - Reprodução) A farinha de banana verde pode ser uma alternativa simples para aumentar o consumo de fibras e amido resistente na alimentação.
Produzida a partir da secagem e moagem da fruta ainda verde, ela apresenta uma composição diferente da banana madura e tem sido estudada por possíveis efeitos sobre a saúde intestinal, a saciedade e o metabolismo da glicose.
Um dos principais componentes responsáveis por esse interesse é o amido resistente.
Diferentemente do amido comum, ele não é completamente digerido no intestino delgado e chega ao intestino grosso, onde pode ser fermentado pela microbiota.
Por isso, apresenta características semelhantes às das fibras alimentares.
Uma revisão sistemática publicada na revista Nutrients avaliou 18 estudos sobre os benefícios de produtos de banana verde.
Dez deles utilizaram farinha de banana verde.
De maneira geral, os resultados encontrados estiveram relacionados principalmente à saúde gastrointestinal, seguida por efeitos sobre o metabolismo da glicose e da insulina e pelo controle do peso.
A presença de amido resistente também pode ajudar a explicar possíveis efeitos sobre a glicemia.
Como sua digestão é mais lenta e parte dele não é absorvida como glicose no intestino delgado, seu impacto sobre a glicemia tende a ser diferente daquele provocado por carboidratos mais rapidamente digeríveis.
Outro possível benefício está relacionado à saciedade.
Um dos estudos incluídos na revisão avaliou 22 adultos saudáveis que consumiram farinha de banana verde rica em amido resistente três vezes por semana durante seis semanas.
Os pesquisadores observaram redução da fome, aumento da saciedade e alterações relacionadas à regulação da glicose.
A farinha também pode contribuir para o funcionamento intestinal justamente por fornecer fibras e amido resistente, que chegam ao cólon e podem ser utilizados pela microbiota.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.