sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

Gigi Vilela escolhe os 5 mais fantásticos entre os 'alimentos fantásticos'

UOL Economia ·
Gigi Vilela escolhe os 5 mais fantásticos entre os 'alimentos fantásticos'

O açafrão verdadeiro é uma das especiarias mais caras do mundo. A baunilha só conseguiu ser cultivada longe do México graças à descoberta de um menino de 12 anos. E o wasabi que acompanha o sushi muitas vezes nem é wasabi.

Foram histórias como essas que inspiraram a chef Gigi Vilela a pensar a ideia de "alimentos fantásticos", que, inclusive, dá nome à série que ela apresenta no perfil de Instagram de VivaBem. Segundo ela, entram nessa categoria ingredientes naturais e não processados que, além de fazer parte da nossa alimentação, carregam tradições, descobertas e histórias surpreendentes.

Mas existem os mais fantásticos entre os "fantásticos"? Perguntamos a Gigi, e ela escolheu cinco: os que, para ela, têm as melhores histórias para contar. Cada um revela um pouco dos costumes de um povo, dos avanços da sociedade ou, simplesmente, das surpresas da natureza.

O açafrão de verdade vem da flor Crocus sativus e é a especiaria mais cara do mundo. O tempero utilizado na maioria das cozinhas brasileiras é, na verdade, cúrcuma, apelidada de açafrão da terra por conta das cores similares.

Para produzir um quilo de açafrão, são necessárias mais de 150 mil flores, que só ficam abertas por 24 horas ao longo de um ano inteiro.

Mesmo com o avanço da tecnologia, a colheita dos pistilos da flor —parte reprodutiva da planta que se torna o açafrão —ainda precisa ser feita manualmente.

"Talvez, daqui a algum tempo, a gente descubra alguma máquina capaz de colher o açafrão, mas, por enquanto, isso ainda é feito à mão", explica Gigi.

O aroma e o sabor doce das favas da baunilha fazem dela a segunda especiaria mais cara do mundo. Por quilo, o fruto chega a custar mais do que a prata.

Originária do México, a baunilha levou mais de 300 anos para ser cultivada fora do país. Após a colonização, os europeus levaram a especiaria para o outro lado do oceano Atlântico, mas esqueceram nas Américas a abelha responsável pela polinização da flor.

Em 1841, Edmound Albiu, um menino escravizado de 12 anos descobriu que era possível polinizar a orquídea com um palitinho, uma a uma. Essa mesma técnica é utilizada até hoje na produção mundial de baunilha.

A polinização da baunilha mostra que o conhecimento e o saber podem vir da simplicidade de uma criança que observa o mundo. Gigi Vilela, chefe de cozinha e criadora de conteúdo

Aquele wasabi dos restaurantes japoneses não é wasabi de verdade. A pastinha verde servida com sushi é uma mistura de rábano forte com mostarda e corante verde.

Já o verdadeiro vem de uma planta chamada wasabi japônica, da mesma família do rabanete e da mostarda, cultivada em poucos vales montanhosos do Japão. O caule, utilizado para a produção da pasta verde, só cresce na água corrente, transparente e totalmente limpa.

O prazo de validade do wasabi real é muito curto. Depois de ralado, sua pasta precisa ser consumida em, no máximo, 20 minutos. Passado esse pouco tempo, o sabor picante e o aroma característico evaporam.

Ler a notícia completa no UOL Economia ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

Mais de UOL Economia

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›