Quadrilha é indiciada por esquema de empréstimos fraudulentos com prejuízo superior a R$ 2 milhões
Sede do 1º DP (Foto: ASCOM/PCRR) Cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e organização criminosa, após a conclusão de uma investigação do 1º Distrito Policial (1º DP).
Conforme a apuração, o grupo utilizava documentos de terceiros para contratar empréstimos e direcionar os valores para contas bancárias indicadas pelos investigados, gerando prejuízo superior a R$ 2 milhões à COOPERFORTE (Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo de Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais Ltda.).
Segundo a delegada titular do 1º DP, responsável pela investigação, Jéssica Muniz, foram indiciados M.S.S., de 28 anos; G.M.F.F., de 29; W.S., de 26; J.S.B., de 30 anos; e F.S.B., de 39 anos.
Ao todo, foram identificadas 42 associações suspeitas, seguindo um padrão semelhante de atuação, com contratação de empréstimos posteriormente inadimplidos.
O trabalho investigativo permitiu identificar a forma de atuação do grupo e a divisão de tarefas entre os envolvidos.
“Conseguimos identificar um padrão de atuação, a participação de diferentes pessoas e a movimentação dos valores.
A investigação foi concluída e encaminhada à Justiça com os elementos reunidos durante a apuração”, destacou a delegada.
Como funcionava o esquema De acordo com delegada, as investigações apontam que os envolvidos abordavam pessoas interessadas em obter empréstimos bancários, inclusive aquelas sem comprovação de renda.
Para viabilizar as operações, eram solicitados documentos pessoais, comprovantes de residência e fotografias, além da realização de reconhecimento facial por meio de aplicativo.
Com esses dados, eram contratados empréstimos em valores superiores aos inicialmente informados aos titulares das contas.
Após a liberação dos recursos, as pessoas recebiam aproximadamente R$ 5 mil e eram orientadas a transferir o restante para contas bancárias indicadas pelos integrantes do grupo.
Durante a apuração, M.S.S. foi apontado como um dos principais articuladores da dinâmica investigada.
Segundo depoimentos reunidos no inquérito, ele seria responsável por coletar documentos, orientar a abertura ou utilização de contas bancárias, acompanhar operações e indicar as contas que receberiam os valores provenientes dos empréstimos.
G.M.F.F. admitiu ter indicado M.S.S. a diversos titulares de contas, mas afirmou, em depoimento, que acreditava que os valores movimentados eram provenientes de atividades relacionadas ao garimpo.
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