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Em buscas por Milton Leite, polícia acha R$ 700 mil na casa de ex-assessor

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Em buscas por Milton Leite, polícia acha R$ 700 mil na casa de ex-assessor

A Polícia Civil encontrou mais de R$ 700 mil reais na casa de um assessor ligado a Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União). O político, por sua vez, ainda não se apresentou à polícia depois de ter a prisão decretada ontem em uma operação contra a infiltração do PCC em empresas de ônibus e no poder público.

O dinheiro em espécie foi encontrado em uma casa em Sorocaba durante as buscas por Leite. Conforme apuração do UOL , havia R$ 280 mil e US$ 89 mil (R$ 458 mil na cotação atual) —o que totaliza R$ 738 mil.

O nome do ex-assessor, no entanto, não foi divulgado. O que se sabe é que não havia mandado de prisão ou busca e apreensão contra ele.

Leite disse ontem ao UOL que estava no interior de SP e se apresentaria para provar sua inocência em até 24 horas, o que não aconteceu até o momento. A reportagem ligou para ele hoje, mas a chamada não foi recebida. O ex-vereador parou de receber mensagens no fim da tarde de ontem.

Ele é apontado como o verdadeiro dono da Transwolff, empresa de ônibus acusada de lavar dinheiro para o PCC. Leite nega ser proprietário da empresa, e a Transwolff também diz que o político não tem participação societária nem participou da gestão ou deu ordens.

Ex-vereador [Milton Leite] é citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC. Somado a isso, há declarações de policiais militares, em procedimento junto ao Tribunal de Justiça Militar, que o mesmo seria o dono de fato da empresa Transwolf. Trecho da decisão assinada pelo magistrado Sergio Ribas, do TJ-SP

Leite e outras 15 pessoas tiveram a prisão temporária decretada (prazo de 30 dias). A investigação mostra a "existência de vínculos entre os investigados e pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras da organização criminosa", segundo o Ministério Público.

Para a polícia, há fortes indícios de envolvimento direto do ex-vereador com o esquema de infiltração no transporte público do PCC. Leite seria responsável pelas operações de empresas de ônibus controladas pela facção. Ele nega todas as acusações.

Em um dos diálogos, um homem apontado como integrante da organização menciona o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Ele diz para outro suposto membro da facção que havia falado para um advogado identificado como Milton Milreu que seria necessário "envolver o Milton Leite para resolver a questão".

Noutro trecho, o homem fala em extrema preocupação em dar ciência à Milton Leite dos fatos envolvendo a UpBus. Milton é apontado pelo MP-SP como o possível articulador político das decisões estratégicas sobre o setor de transporte público de São Paulo — inclusive as empresas investigadas. Para os investigadores, a conversa pode estar relacionada à substituição da UPBus por outra empresa, apontada no relatório como a Translíder.

A polícia também narrou que declarações de policiais militares corroboram que Leite seria dono da empresa Transwolff, que está no centro da investigação. A empresa em questão seria uma das 12 controladas pelo PCC em São Paulo. O UOL tenta contato com a defesa dos investigados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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