Nanopartículas de grafeno podem transportar remédios até tumores de câncer de mama
O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante e o grafite.
Sua estrutura é semelhante a uma folha: muito fina e com uma grande área superficial.
Isso confere boa estabilidade térmica, alta resistência mecânica e alta condutividade eletrônica. <span class="hidden">–</span> Beatriz F.M.
Ribeiro et. al/Reprodução Devido a suas propriedades físico-químicas únicas, nanomoléculas à base de grafeno apresentam grande potencial para diversas aplicações.
As mais conhecidas estão na tecnologia (como na fabricação de baterias), mas o grafeno também é estudado na biomedicina, especialmente em sistemas de entrega e liberação de fármacos.
Em outras palavras, as nanopartículas podem ser os “carros” que transportam as moléculas do medicamento por dentro do corpo.
Esses nanomateriais se associam com dendrímeros (macromoléculas sintéticas complexas, com estrutura regular e altamente ramificada) o que aumenta sua solubilidade e permite uma melhor interação com biomoléculas – ou seja, as moléculas presentes no organismo.
Formado apenas por carbono e hidrogênio, o grafeno possui uma composição comum à maioria das estruturas presentes nas células humanas.
Ele não é tóxico, então não ativa qualquer resposta imune do organismo.
Continua após a publicidade Novo remédio para calvície mostra eficácia em teste clínico Foi a partir desse contexto que a pesquisadora Beatriz Fumelli, pós-doutoranda do Instituto de Ciência Biomédicas da USP, se interessou pelo potencial biotecnológico dessa estrutura.
Ela estudou nanopartículas chamadas de “GOXP”, compostas por óxido de grafeno (GOX) associado ao dendrímero poliamidoamina (PAMAM), como veículo para um fármaco antitumoral.
Mas até chegar a esse ponto, Fumelli percorreu um longo caminho.
Bastidores da pesquisa A primeira etapa dessa jornada científica começou em 2017, quando a pesquisadora ainda cursava graduação em Ciências Biológicas.
Naquela época, Fumelli tentava entender como esses nanomateriais interagem com sistemas biológicos – e, mais especificamente, com células tumorais de câncer de mama.
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