Pressionadas, distribuidoras de medicamentos defendem diálogo para rediscutir remuneração e reforma tributária
O setor de distribuição de medicamentos tem se mostrado cada vez mais pressionado.
Com margens pequenas, descontos, maior prazo para recebimentos, pressão por estoques e fragmentação, as distribuidoras temem o futuro do segmento, principalmente diante das transformações da saúde e da reforma tributária, com mudanças a partir de 2027.
De acordo com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), até junho de 2026 54 empresas entraram em recuperação judicial ou falência neste ano, sendo 34 do varejo farmacêutico e 20 na distribuição de medicamentos.
Em 2025, as associadas da Abradimex, que representam 75% da distribuição da categoria de medicamentos no país, tiveram faturamento de R$ 42 bilhões, um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.
Contudo, com margens de lucro que variam entre 2% e 3%, o setor é dependente de benefícios fiscais, previstos para serem extintos nos próximos anos.
O cenário se agrava com operadoras de saúde e hospitais trabalhando para ampliar as compras centralizadas ou conjuntas, pressionando ainda mais as margens das distribuidoras.
O setor também passa por desafios com a ampliação dos marketplaces , os roubos de cargas e a importação de medicamentos não registrados no país, o que acaba por trazer prejuízos.
Para fontes ouvidas por Futuro da Saúde, a saída passa por ampliar o diálogo com farmacêuticas, negociar as mudanças da reforma tributária, reajustes sobre investimentos, buscar diversificar portfólio com foco em licenças e acordos exclusivos, além de profissionalização da gestão e governança das empresas.
“É um negócio de margem baixa, alta intensidade de capital, ciclo financeiro muito estendido e com risco não só regulatório, mas também financeiro.
Errar minimamente a gestão do estoque impacta o resultado durante o ano inteiro.
Empresas expandiram muito fortemente e é difícil conseguir extrair valor de uma quantidade de aquisições tão grande, em um espaço de tempo tão curto”, observa Jefferson Nesello, sócio diretor e cofundador da Zaxo M&A Partners.
Cenário das distribuidoras no Brasil Estima-se que existam mais de 5 mil distribuidoras de medicamentos no Brasil, mas a grande maioria é de pequenas e médias, atuando de forma regionalizada.
Em um setor fragmentado e repleto de empresas familiares, há um cenário de pressão sobre as margens que preocupa executivos e gestores.
“É possível observar que algumas empresas que tinham operações seguras estão com dificuldade financeira nesse momento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.