Medicina intervencionista amplia opções minimamente invasivas para tratar o câncer
As mudanças pelas quais os tratamentos contra o câncer vêm passando estão além das novas medicações ou de novos testes para detecção precoce de tumores.
O avanço das tecnologias de imagem, por exemplo, permitiu que a oncologia intervencionista ganhasse espaço e passasse a oferecer procedimentos minimamente invasivos, como crioablação, radiofrequência e radioembolização, utilizados no cuidado de pacientes com determinados tipos da doença.
Como o próprio nome diz, essas técnicas permitem intervenções mais precisas, muitas vezes sem a necessidade de grandes cirurgias, com potencial para reduzir complicações, encurtar internações e acelerar a recuperação.
Guiados por exames de imagem, esses procedimentos são realizados por meio de cateteres introduzidos nos vasos sanguíneos ou de agulhas inseridas diretamente nas lesões.
Rodrigo Gobbo, radiologista intervencionista e diretor médico do Centro de Medicina Intervencionista do Einstein, explica que a especialidade já ocupa um espaço importante no tratamento do câncer ao lado da cirurgia, da oncologia clínica e da radioterapia.
“Ela traz alternativas menos invasivas a diagnósticos e tratamentos que, de outra maneira, exigiriam cirurgias ou intervenções muito maiores e mais arriscadas”, afirma.
Os resultados de pesquisas recentes ajudam a dimensionar o potencial dessas técnicas.
Um exemplo é o estudo COLLISION , publicado na revista The Lancet Oncology, em 2025.
A pesquisa comparou a ablação térmica com a cirurgia em 300 pacientes com metástases de câncer colorretal no fígado.
Segundo resultados, a ocorrência de eventos adversos foi menor entre os pacientes submetidos à ablação: 19%, contra 46% entre aqueles tratados com cirurgia.
Para José Hugo Luz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice), os resultados reforçam que, em casos selecionados, a ablação pode representar uma alternativa à cirurgia.
Uma das diferenças mais perceptíveis para os pacientes está no tempo de recuperação.
“Geralmente, a ablação tem um tempo de internação de um dia, enquanto as cirurgias do fígado, por exemplo, precisam de alguns dias de internação.” Tecnologia amplia a precisão no tratamento do câncer As técnicas variam conforme as características do tumor e o objetivo do tratamento.
A radiofrequência e a ablação por micro-ondas, por exemplo, utilizam calor para destruir as células tumorais, enquanto a crioablação recorre a temperaturas extremamente baixas para a mesma finalidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.