Alvo de operação em presídios executou homem em "tribunal do crime"
Deivid Lopes Miranda, 29 anos, é um dos alvos da Operação Kathárisma, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira (8).
O rapaz está preso no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho - a Máxima - aguardando julgamento pelo homicídio de Jonas Alves de Moraes Júnior, cometido durante “tribunal do crime”, em outubro de 2024.
De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) a vítima foi executada por acertos de contas e "disciplina" da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Jonas foi sentenciado pelo tribunal do crime após acumular dívidas de drogas e manifestar a intenção de migrar para o CV (Comando Vermelho).
A dinâmica da execução chocou pela ousadia.
Segundo a investigação, Deivid deslocou-se na garupa de uma motocicleta pilotada por um adolescente, invadiu a residência de Jonas e abriu fogo contra ele.
Após o assassinato, o rapaz passou a figurar como foragido ("em local incerto e não sabido") até ser capturado.
Ontem, a ordem de prisão da operação foi cumprida por equipe da PF dentro da unidade penal onde também estão outros três alvos da ação, Pedro Henrique Barbosa Freire, o “Pesadelo”, que acumula passagens por porte ilegal de munições, resistência e o caso mais recente, quando acabou baleado ao tentar tomar a arma de um policial militar.
O caso aconteceu em 15 de agosto deste ano.
Pedro estava escondido atrás de um banco de um veículo de aplicativo e reagiu à abordagem policial.
Na ocasião, ele teria confessado ser integrante do PCC.
Também foram alvos da ação na Máxima Percey Fernando Mendes e Luiz Nathan de Ivan Sanable, ambos alvos de apurações internas devido ao envolvimento com o tráfico de drogas e gerenciamento de ilícitos operados diretamente de dentro dos pavilhões da unidade penal.
Já na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, os alvos de mandados de prisão foram Lanes Fernando Barbosa Pedrozo e Thiago Penna dos Santos.
Ambos são apontados pelo setor de inteligência como peças de alta periculosidade que tentavam manter influência e comando sobre as ruas.\n\nAs equipes ainda estiveram no Instituto Penal de Campo Grande, onde o alvo foi Josimar Siqueira Gonçalves.
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